PSA Peugeot Citroën capta 1 bilhão de euros com oferta de ações

PSA Peugeot Citroën capta 1 bilhão de euros com oferta de ações

Com o resultado, norte-americana GM torna-se o segundo maior acionista da montadora francesa com 7% do capital. No Brasil, Volkswagen prioriza aumento de capacidade de produção na fábrica de Taubaté (SP)

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O grupo PSA Peugeot Citroën anunciou a captação de cerca de um bilhaõ de euros com o aumento de capital da companhia para financiar os investimentos previstos no projeto que formou uma aliança com a norte-americana Gerneal Motors (GM). A operação contou com a participação de acionistas da empresa que tiveram a preferência por acompanhar a capitalização da companhia para não verem suas participações serem diluídas com o acrescimento de quase 120,8 milhões de novas ações no mercado.

De acordo com a montadora francesa, a demanda total por ações nessa emissão secundária em bolsa de valores chegou a cerca de 1,78 bilhão de euros, ou seja, uma taxa de subscrição de 178%. Do total, 98,6% foram subscritas a título irredutível e a demanda a título redutível ficou com a participação restante.

“A PSA Peugeot Citroën se felicita pelo sucesso da operação, graças à qual poderá financiar os investimentos nos projetos da Aliança estratégica com a General Motors. O Grupo agradece a todos os seus acionistas pela confiança manifestada em sua estratégia de globalização e de subida de gama e nas perspectivas de crescimento a ela associadas”, declarou Philippe Varin, Presidente Mundial do Grupo.

Após a realização do aumento de capital com direito de preferência para os acionistas da PSA, o grupo familiar Peugeot mantém sua posição de principal acionista, com 25,2% do capital e 37,9% dos direitos de voto. O grupo familiar Peugeot exerceu 32.875.655 direitos preferenciais de subscrição, no valor aproximado de 140 milhões de euros.

Após a realização dessa operação, a General Motors tornou-se o segundo principal acionista da PSA Peugeot Citroën, com 7% do capital, mediante a aquisição e o exercício dos direitos preferenciais de subscrição cedidos pelo grupo familiar Peugeot e a aquisição de ações representativas do capital social de PSA Peugeot Citroën, alienadas pelo Grupo.

Os novos papeis serão negociados no ambiente da NYSE Euronext em Paris (compartimento A). Elas serão imediatamente assimiláveis com as ações existentes da PSA Peugeot Citroën e serão negociadas na mesma linha de cotação das ações existentes. A partir dessa data, o capital será composto por 354.848.992 ações com um valor nominal de 1 euro cada.

O aumento de capital foi conduzido por um consórcio de bancos dirigido por BNP Paribas, Morgan Stanley e Société Générale Corporate & Investment Banking, na qualidade de coordenadores globais, coordenadores líderes e joint bookrunners, e o HSBC na qualidade de coordenador líder e joint bookrunner.

Enquanto isso, aqui no Brasil a Volkswagen, atualmente na segunda colocação entre as maiores montadoras do Brasil, elegeu sua unidade de Taubaté como a que receberá a maior parte dos investimentos da multinacional para a expansão da capacidade de produção. Ao lado da unidade Anchieta, ambas deverão concentrar a renovação da linha de produtos da companhia nos próximos anos.

Segundo comunicado da empresa, para se chegar à decisão, foi determinante a consolidação do Acordo Trabalhista desenvolvido em conjunto com os sindicatos dos trabalhadores das unidades Anchieta e Taubaté, que garantiu a alocação de novos produtos para essas unidades. O acordo, que tem validade de 2012 a 2016, contempla mecanismos de moderação no crescimento de custos de pessoal, estabelece medidas de flexibilidade e produtividade, e tem como pilares principais a Competitividade e a Sustentabilidade dos Negócios.

A empresa não informa o valor dos investimentos, mas afirma que foi a direção mundial da companhia, localizada na Alemanha, que aprovou e liberou a estratégia de aumento de capacidade caso a demanda do mercado continue a aumentar.

Em nota afirma que “considera o Brasil um dos principais mercados mundiais com potencial de crescimento e, com essa reformulação de suas unidades, a empresa continuará avaliando a dinâmica econômica do País, do mercado e dos próximos passos do Regime Automotivo Brasileiro. A empresa já conta atualmente com um cronograma de investimentos no Brasil, até o ano de 2016, da ordem de R$ 8,7 bilhões”.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) os investimentos totais do setor e já anunciados até 2015 é da ordem de US$ 22 bilhões.

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