Motorista amazonense é símbolo da igualdade entre homens e mulheres no transporte

Motorista amazonense é símbolo da igualdade entre homens e mulheres no transporte

Maria Gilserli, casada, três filhos, trabalha na transportadora TRA da Amazônia há um ano. Ela simboliza a igualdade que a companhia busca na questão profissional entre homens e mulheres. Na Grande São Paulo, mulheres se destacam como motoristas de ônibus articulados

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Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a transportadora TRA da Amazônia selecionou uma de suas funcionárias para ser o símbolo da igualdade que a empresa busca na questão profissional entre homens e mulheres. Casada e com três filhos, Maria Gilserli trabalha na companhia há um ano.

Ela começou a dirigir caminhões há oito anos. Um ano atrás, quando foi contratada pela empresa, aceitou o desafio de conduzir grandes carretas. Com Cursos de Mopp – Movimentação e Operação de Produtos Perigosos -, direção defensiva e primeiros socorros Maria se capacitou para conduzir os pesados e, hoje, seu salário como motorista corresponde a 50% da renda familiar e é igual ao pago para os colegas homens.

Dentre as viagens que já realizou, já foi de Manaus no Amazonas a Boa Vista em Roraima, enfrentando um dia e meio de viagem, passando por reservas indígenas e percursos com mais de 300 quilômetros sem ter uma cidade sequer

“A TRA tem orgulho de ter a Maria Gilserli em seu quadro de funcionárias. Além do grande comprometimento, elas têm um cuidado todo especial para conduzir o veículo e na hora de coletar ou entregar a mercadoria. Na Amazônia, onde a figura da mulher no trabalho está mais ligada às questões da casa e da terra, podemos afirmar que Maria Gilserli contribuiu para abrir o caminho da profissão, serve de exemplo para outras e tem papel fundamental para a renda de sua família”, afirma a empresa.

Mulheres motoristas de ônibus ganham espaço em área predominantemente masculina

Empresa da Região Metropolitana de São Paulo (SP) tem, hoje, cerca de 5% do total de condutores de seus coletivos mulheres

A Metra, desde 2007, conta com mulheres no comando de parte de seus ônibus. A empresa, responsável pela operação do Corredor ABD, que liga os bairros paulistanos de São Mateus e Jabaquara, em São Paulo, conta, atualmente, com 23 profissionais femininas entre os cerca de 450 motoristas da empresa.

“As mulheres são mais delicadas, nunca respondem com agressividade e o relacionamento com o usuário é muito melhor. Sobre elas, não recebemos reclamações, apenas elogios”, relata Marco Antonio Florêncio da Silva, supervisor dos motoristas da empresa.

De acordo com ele, no início, os motoristas estranharam e até tentaram desqualificá-las, mas com o tempo, a constatação de que elas não se envolviam em acidentes e não geravam reclamações dos usuários foi suficiente para que passassem a admirá-las. “Hoje, as motoristas são super bem aceitas pelos homens. Eles reconhecem suas qualidades, especialmente no trato com os passageiros. Nossas colegas convenceram a todos pelo trabalho bem feito”, comenta.

“É uma profissão que exige muita paciência, todo mundo tem pressa. Já saio preparada para dirigir por mim e pelos outros. Não sou de discutir”, conta Gisele Pinheiro Gomes, que é motorista profissional há 16 anos. “Nunca imaginei que estaria tão feliz e realizada com tudo o que conquistei sendo motorista”, completa Fátima Regina de Gouveia.

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