MVC planeja fábrica de componentes plásticos para o setor ferroviário

Indústria de componentes em plásticos de engenharia para a cadeia automotiva pertencente à Artecola e à Marcopolo vai instalar nova unidade fabril em São José dos Pinhais (PR)

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A MVC, indústria de produtos plásticos de engenharia para a cadeia automobilística, que pertence à Artecola e à Marcopolo, anunciou a construção de mais uma unidade fabril no complexo industrial em São José dos Pinhais, no Paraná.

Segundo a empresa, o investimento da nova estrutura será de R$ 2 milhões e a unidade fabricará, principalmente, componentes em compósitos para vagões de trens. A nova fábrica, batizada de BFG Brasil, tem dois mil metros quadrados e é fruto da joint venture firmada em 2011 com a BFG International.

As operações têm previsão de início em maio e empregarão, inicialmente, 60 funcionários. O diretor-geral da MVC, Gilmar Lima, ressalta a importância da nova unidade para seu retorno ao segmento ferroviário. “A nova fábrica será destinada a este mercado. O importante negócio fechado com a Bombardier é apenas o primeiro. Nosso objetivo é passar a fornecer também para outras importantes companhias do setor”, diz o executivo.

Segundo a MVC, seu ingresso no segmento ferroviário se deu em razão da conquista do importante fornecimento para a fabricante canadense Bombardier, no valor de R$ 28 milhões. Os componentes serão produzidos em São José dos Pinhais e entregues na unidade da Bombardier, em Hortolândia, no interior do Estado de São Paulo.

A MVC começa o fornecimento para a Bombardier em junho e, entre os produtos oferecidos, estão as carenagens dianteira e traseira dos vagões de trens, em peças únicas, além de componentes internos, no total serão mais de 50 itens. “Trata-se de uma tecnologia totalmente nova, em que empregaremos polímeros de alto desempenho desenvolvidos localmente, agregando diversos componentes para entrega de produto já completo, com todas as partes funcionais necessárias para montagem, incluindo componentes elétricos e estruturais”, conta Gilmar Lima. “A MVC introduz no país uma tecnologia avançada de materiais para produção deste tipo de peça, para as quais há poucos fornecedores em todo o mundo”, enfatiza.

Os painéis dianteiros e traseiros serão construídos com componentes importados e nacionais. “Nossa meta é nacionalizar tudo o que for possível, mas há componentes que serão importados, como o núcleo de honeycomb em alumínio de alto desempenho, que não é produzido no Brasil”, diz Gilmar Lima.

A empresa planeja, com a nova unidade, novos contratos e produtos para o mercado, ampliar a receita bruta dos atuais R$ 163 milhões, em 2011, para meio bilhão de reais, em 2015. A MVC tem operações em São José dos Pinhais (PR), Camaçari (BA), Caxias do Sul (RS), Catalão (GO) e Sete Lagoas (MG).

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