Crédito para financiamento de veículos termina 2011 em mais de R$ 200 bi

Resultados apresentados pela Anef destacam crescimento menor que em 2010, mas ainda dentro das expectativas do início do ano

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A Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) registrou, em 2011, um crescimento de 7,9% no financiamento para a aquisição de veículos, totalizando R$ 200,6 bilhões. O resultado, apesar de bem mais discreto que o de 2010, quando foi registrado um crescimento recorde de 19,9%, está dentro das previsões da ANEF do início de 2011.

Do saldo total registrado no ano passado, R$ 172,9 bilhões correspondem à carteira de CDC, que obteve crescimento de 23,2% sobre 2010 (R$ 140,3 bilhões). Já o Leasing fechou o ano em queda de 39,3%, passando de R$ 45,6 bilhões em dezembro de 2010 para R$ 27,7 bilhões em dezembro de 2011.

De acordo com a entidade, as vendas à vista representaram 38% do total de veículos leves e comerciais leves. A opção pelo CDC foi a preferência de 50% dos compradores, enquanto o Consórcio representou 7% das escolhas. O leasing, em queda acentuada, foi a modalidade de menor adesão com apenas 5%. Nas vendas de veículos comerciais (ônibus e caminhões), o Finame lidera com 70% da preferência, seguido do CDC (13%), vendas à vista (12%), Leasing (3%) e Consórcio (2%).

Na aquisição de motocicletas, as modalidades mantiveram praticamente os mesmos índices de 2010. O financiamento lidera as preferências do consumidor com 52%, enquanto o Consórcio ficou com 27%. Vendas à vista de motocicletas representaram 21% das opções. O leasing ficou abaixo de 1% neste segmento.

Inadimplência

Juntamente com o crescimento no número de financiamento, a falta de pagamento também registrou um volume maior. Em 2011, a inadimplência acima de 90 dias no CDC para pessoa física chegou à marca de 5% do saldo da carteira – um aumento de 2,5 pontos percentuais na comparação com o ano anterior. “O consumidor nem sempre está suficientemente bem informado antes de assumir um financiamento, esquecendo-se de que o veículo acarreta outras despesas além da prestação mensal, tais como IPVA, combustível, pedágio e custos com manutenção periódica”, afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da ANEF.

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