Segurança nas férias: Condomínios

Sempre que chegam as férias, chega também um desafio para a gestão de segurança patrimonial dos condomínios residenciais, sejam eles horizontais ou verticais, de veraneio ou dormitório. Confira as dicas de Teanes Carlos Santos Silva

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Sempre que chegam as férias, chega também um desafio para a gestão de segurança patrimonial dos condomínios residenciais, sejam eles horizontais ou verticais, de veraneio ou dormitório. Por isso é necessário redobrar os cuidados com a segurança. Claro que todo esse planejamento deve ocorrer com antecedência e com base na análise de riscos.

É de se esperar que na maioria dos condomínios já exista o manual de segurança, validado com os planos de contingência para as situações de emergência, crise e restauração da normalidade, com respectivos procedimentos; principalmente, os que tratam do controle de acesso das pessoas (moradores, visitantes e prestadores de serviços), veículos e mudanças. Os veranistas e locatários temporários exigirão especial atenção e orientação para as regras de segurança.

O responsável pela segurança, que em geral é o síndico, deve planejar e adotar alguns procedimentos para o período de férias, dentre outros:Contratar uma empresa para realizar a manutenção preventiva e inspeção do sistema de segurança, verificando o funcionamento das câmeras de segurança e os alarmes, quando existir.

  • Em edifícios com grandes áreas externas, é necessário definir quem fará as vistorias periódicas, especialmente no período noturno.
  • Os condomínios que possuem contratos com empresas de Vigilância Patrimonial, devem planejar a intensificação das rondas na portaria e entorno do condomínio.
  • Uma prática comum, porém inadequada, é o morador deixar a chave do apartamento na portaria para que alguém regue as plantas ou outras atividades; nesse caso, o morador deve entregar as chaves a um vizinho, ou preposto, formalizando uma autorização, para que a pessoa possa entrar no prédio.
  • Os funcionários e moradores devem estar sempre atentos ao que acontece nas imediações do condomínio.
  • Carros parados por um longo período, pessoas desconhecidas observando o movimento ou qualquer outro fato estranho devem ser comunicados imediatamente pelo morador, vigilante, porteiro, ou zelador, à empresa responsável pela segurança ou a polícia quando for o caso.
  • Antes de abrir o portão da garagem, é crucial que o porteiro identifique no mínimo visualmente quem está dentro do veículo.
  • Em relação às crianças e idosos que não viajarem, também se faz necessário especial atenção dos condomínios durante esse período.
  • A preocupação maior deve ser em relação ao elevador, garagem, escadaria, piscina, playground e áreas de acesso restrito como caixas d’água e casa das máquinas.
  • Nas áreas comuns, bem como no elevador, não é recomendável que crianças menores de 10 anos andem sozinhas.
  • O condomínio também deve proibir que as crianças brinquem nas escadas e na garagem.
  • Manter as escadas, as garagens e os acessos com boa iluminação e não deixar entulhos ou outros materiais nesses espaços.
  • No playground, os brinquedos devem ser regularmente vistoriados e ter o plano de manutenção validado.
  • Nos brinquedos como gangorra, gira-gira e balanço entre outros, evite que as crianças com idade abaixo do recomendado pelo fabricante os utilizem.
  • As crianças menores de cinco anos devem estar sempre acompanhadas por um responsável, que poderá socorrê-las imediatamente no caso de um acidente.
  • Na piscina, todo cuidado é pouco. As crianças nunca devem permanecer sozinhas nesses locais. Recomenda-se o uso de cobertura por lona nos períodos fora de uso.
  • Os idosos devem evitar as escadas quando desacompanhados.
  • No espaço dedicado para academia, deve-se evitar a presença de crianças desacompanhadas.

Enfim, os cuidados devem ser adotados onde existirem áreas comuns habitadas e áreas comuns não habitadas, e que nem sempre tem o acesso controlado.

Todos os cuidados aqui mencionados, além de outros segundo as características de cada empreendimento, servem de base para o planejamento estratégico adotado pelo condomínio. Algumas das dicas se aplicam em um condomínio e não se aplicam em outros, portanto, insisto que fazer a análise de riscos e contar com a consultoria de profissionais especializados, é fundamental para o sucesso da solução a ser desenvolvida.

Investir em tecnologia de proteção perimetral é o primeiro passo que muitos se atentam. Ocorre que soluções são adquiridas sem matriz de riscos, o que pode levar a gastos desnecessários, isto é, o custo deve estar relacionado e proporcional ao benefício.

Em outros casos, compra-se de tudo para proteger o prédio e negligencia-se no treinamento das pessoas, sendo este último um dos maiores motivos das falhas e causas de ocorrências em condomínios, razão pela qual se tem a sensação de dinheiro jogado fora.

Também é recomendado que os procedimentos sejam revisados, auditados e testados regularmente visando o preparo de todos e a melhoria dos processos.

Reduzir os riscos deve ser compromisso de todos e dever do condomínio.

Dessa forma, quando possível e viável financeiramente, o condomínio deve contratar uma consultoria para ajudar no desenvolvimento do plano de segurança, contemplando o projeto de segurança.

Somente com todos engajados nesse propósito será possível a prevenção, desestimulando as ações do mal intencionado e oportunista.
Por fim, ressalto que todo o conteúdo deste artigo é para remeter à reflexão do melhor dos mundos, onde a segurança e conforto deveriam andar juntos ou paralelos, contudo, em algum momento, devemos decidir qual deixaremos de lado ou priorizaremos.

Teanes Carlos Santos Silva, gestor de Segurança Empresarial.
teanes@transportabrasil.com.br

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