Abralog publica nota de repúdio à restrição de caminhões em SP

Abralog publica nota de repúdio à restrição de caminhões em SP

Entidade afirma que medida é “tão inócua quanto tentar evitar a queda de aviões impedindo sua decolagem”

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A Abralog (Associação Brasileira de Logística) – união entre a Aslog e ABML – se posicionou contra à nova restrição ao tráfego de caminhões em São Paulo. Em nota, a entidade alegou que medida tomada pela Prefeitura da capital paulista foi “tão inócua quanto tentar evitar a queda de aviões impedindo sua decolagem”. Além disso, a Associação afirmou também que decisões abruptas e sem a devida discussão com os setores interessados não resolvem na verdade nenhum problema antigo e ainda conseguem criar novos contratempos.

Confira na íntegra a nota oficial:

O trânsito não melhora por decreto!

A Associação Brasileira de Logística, Abralog, lamenta que o avanço das restrições ao tráfego de caminhões seja tão inócua quanto tentar evitar a queda de aviões impedindo sua decolagem, já que ao proibir a circulação entre 4 e 10 horas, e 16 e22 horas, a Prefeitura de São Paulo não dá opções, ao contrário da intervenção feita na Marginal do Pinheiros e Avenida Bandeirantes, que se deu após a entrada em operação do trecho do rodoanel que liga as grandes rodovias que vêm da região Sul do país até o Porto de Santos. A Abralog entende e é solidária com os problemas urbanos de uma metrópole como São Paulo, e sabe como é difícil conciliar a demanda de carga com a necessidade demaior fluidez do trânsito, mas sabe também que decisões abruptas e sem a devida discussão com os setores interessados não resolve na verdade nenhum problema antigo e ainda consegue criar novos contratempos. No fundo, de prático mesmo, vai ocorrer apenas a mudança dos gargalos de hora ede região, além de transferir o problema de infraestrutura para as empresas, afetando toda a política de investimento de uma companhia, sem aviso prévio. Melhor do que realizar investidas dessa natureza é parar, pensar, discutir, planejar com o envolvimento dos respectivos setores. A Associação Brasileira de Logística coloca-se à disposição para tanto. Mesmo porque, com 800 novos veículos entrando em circulação diariamente em São Paulo, não há medida restritiva de qualquer tipo que vá além de um efeito pontual e paliativo. Nossa região metropolitana precisa e clama por soluções estruturantes com visão de médio e longo prazos. Reiteramos nossa intenção de colocar à disposição da Prefeitura e sociedade civil nossa colaboração. Afinal, representamos uma parcela importantíssima do segmento logístico e de empresas dos mais diferentes setores da economia, embarcadores, canais de distribuição e operadores logísticos. Temos, portanto, algum conteúdo, conhecimento, e, sobretudo, muito boa vontade.

Pedro Francisco Moreira Presidente da Abralog – Associação Brasileira de Logística

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