Renault-Nissan acelera investimento no Brasil e promete mais de R$ 3 bilhões até 2016

Renault-Nissan acelera investimento no Brasil e promete mais de R$ 3 bilhões até 2016

Presidente do grupo, Carlos Ghosn anunciou fábrica da marca japonesa no Rio de Janeiro e ampliação da produção da francesa no Paraná

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A franco-japonesa Nissan, empresa do Grupo Renault, anunciou há poucas horas a sua primeira fábrica exclusiva no Brasil, que será construída na cidade de Resende, estado do Rio de Janeiro. O investimento da nova unidade industrial está estimado em R$ 2,6 bilhões e será a terceira montadora da região – a primeira delas foi a MAN Latin America (que iniciou as atividades como Volkswagen em 1996) e a outra é a PSA Peugeot (montadora das marcas Citröen e Peugeot, que deverá fechar o ano com 150 mil unidades produzidas). Além disso, a localização tem ainda neste eixo, mas já no estado de São Paulo, fábricas como a da Volkswagen (Taubaté) e da General Motors (São José dos Campos).

O presidente da montadora, o brasileiro Carlos Ghosn, disse que esse investimento no Brasil trará capacidade instalada para produzir 200 mil unidades, em uma primeira etapa, incluindo o recém-lançado modelo March. E essa operação está prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2014. O executivo não precisou a data para que essa unidade fabril comece a operar, mas destacou que essa será a fábrica mais moderna da montadora no mundo. Atualmente a marca tem veículos montados na fábrica da Renault no Paraná, de onde saem os modelos Livina, o Grand Livina e X-Gear, e a picape média Frontier, que continuarão a ser feitos por lá.

A meta da empresa é ambiciosa, de acordo com Ghosn, a empresa detém apenas 1,7% do mercado nacional. “O mercado brasileiro é o grande impulsionador do mercado na América Latina e só por ele já justifica uma nova fábrica por aqui. E devido a esse crescimento do País, nosso objetivo é de conquistar 5% do mercado nacional até 2016”, revelou ele. “Essa nova fábrica será a base de crescimento da Nissan no Brasil”, complementou ele.

O executivo enfrentou uma maratona de anúncios. Ontem, como presidente mundial da Renault, Ghosn revelou que a marca francesa fará um novo investimento de R$ 500 milhões na ampliação da fábrica de São José dos Pinhais (PR). Com os recursos, a empresa pretende elevar a produção de 40 para 60 carros por hora e alcançar 8% do mercado nacional até 2016. De acordo com ele, a empresa já investiu R$ 1,5 bilhão na fábrica.

Cadeia de suprimentos

Com o novo investimento da Nissa em Resende, a cadeia de fornecedores nesse eixo tende a crescer, não somente para carros, mas para veículos pesados também, uma vez que a MAN deverá chegar a 100 mil unidades produzidas, 10 vezes mais do que quando companhia iniciou as atividades naquela região. Devido à proximidade com Minas Gerais, a perspectiva é de que até mesmo a Mercedes-Benz, em Juiz de Fora, possa incentivar as fabricantes de autopeças, mesmo com o estabelecimento de 12 fornecedores na área da fábrica mineira, conforme indicou o presidente da montadora, Jürgen Ziegler, no mês passado.

BMW

No mesmo dia em que a japonesa anunciou seu aporte por aqui, o jornal alemão Handelsblatt revelou que a BMW deverá escolher São Paulo para instalar sua primeira fábrica na América Latina. Segundo informações do diário germânico, o conselho da montadora deve aprovar em dezembro os planos no estado porque todos os fornecedores importantes de peças estão localizados na região.

A BMW anunciou em março a possibilidade de expandir sua produção para a América Latina. Essa estratégia tem como base o volume de vendas que montadoras como Fiat, General Motors e Volkswagen têm por aqui. Essas são as três maiores em termos de volume de produção e vendas no País. A quarta é a Ford, que poderá perder em breve essa posição justamente pela soma entre a Renault-Nissan, que anunciou a fábrica no Rio.

Para a BMW, o Brasil ainda é um mercado novo, com previsão de vendas de 10 mil veículos neste ano, número quase insignificante para a companhia, que prevê mundialmente um volume de mais de 1,6 milhão de unidades.

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