Força Aérea investe R$ 2,3 mi em armazém automatizado em SP

Força Aérea investe R$ 2,3 mi em armazém automatizado em SP

Projeto diminui tempo de espera de quase quatro meses para apenas 15 dias nas operações com os uniformes dos oficiais na instalação militar paulista

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A Diretoria de Intendência (DIRINT) da Força Aérea Brasileira (FAB) inaugurou, na quinta-feira (27), seu primeiro armazém automatizado do País. Localizada no Campo de Marte, na zona norte da capital paulista, a inovação surgiu da necessidade de um projeto de automatização para a logística de distribuição e armazenagem dos uniformes vendidos aos oficiais da corporação.

No ano de 2007, foram vendidos 120 mil itens aos oficiais. Já em 2010, esse número quase dobrou. Foram comercializadas 220 mil unidades, gerando um gargalo logístico, que tem impacto direto no armazenamento, separação, expedição e recebimento nas lojas.

Em uma área 7 mil metros cúbicos, foi montado um transelevador que realiza a movimentação das caixas onde ficam estocados os produtos. Também foram instaladas esteiras automatizadas que conduzem as unidades de armazenamento até os operadores e túneis de leitura de etiquetas de radiofrequência, que realizam a checagem eletrônica da quantidade e tipo de material antes de armazenar em uma das 5 mil caixas acomodadas na estrutura.

No total, foram investidos R$ 2,3 milhões com o objetivo principal de diminuir o tempo de espera para a reposição dos uniformes destinados à venda. “Antigamente, a partir de uma solicitação, supríamos de forma manual o material necessário às vendas nas 28 lojas de fardamento.
Agora temos um ciclo de suprimento com determinação de necessidades automatizadas para atender às demandas com menos tempo de operação e com maior acerto nas movimentações”, esclarece o Capitão Intendente Robson Teles Peixoto, assessor de tecnologia da informação do DIRINT. De acordo com o oficial, o que antes levava cerca de três meses e meio, agora, com o novo equipamento, pode ser feito em apenas 15 dias. “Com o processo antigo, a margem de erro era de 8% dos materiais separados. Em um mês de operação, tivemos zero erro”, comenta o Capitão.

Com apoio da Bertolini, a Cassioli Brasil foi a responsável pela montagem da estrutura metálica para disponibilização das caixas de armazenamento.

Projeto

Uma estrutura de 90 metros de comprimento, 8 metros de largura e 9 de altura foi instalada em um dos galpões de 100 metros de comprimento por 30 de largura. Ela comporta um sistema automatizado e um dispositivo robótico sobre trilhos (transelevador), que acessa as caixas e as leva até a área de picking e refilling (separação e abastecimento).
Junto com esse sistema, foi desenvolvida uma solução para a identificação dos produtos através de uma etiqueta eletrônica.

Como funciona

Ao receber as guias com os pedidos de uma das 28 lojas no terminal, o operador escolhe, no apertar de um botão, qual delas será atendida. Isso faz com que o transelevador busque exatamente a(s) caixa(s) que contém o(s) produto(s) solicitado(s).

Em questão de segundos, as unidades de armazenagem chegam ao operador. Ele então recebe uma mensagem na tela do terminal informando a quantidade de itens que deve retirar. Ao concluir a tarefa, ele finaliza a operação no terminal e a caixa é enviada para uma área de checagem eletrônica. Caso a quantidade retirada não esteja de acordo com o pedido, o equipamento exibe uma nova mensagem e devolve ao operador a mesma caixa para que ele repare o erro.

Se a guia solicita 3 camisas e o operador retira uma quantidade equivocada (duas ou quatro, por exemplo), a leitora de rádio frequência verifica quantos produtos ainda estão naquela unidade de armazenagem, identifica que há um número diferente do esperado, e não dá continuidade ao processo de devolução da caixa na prateleira até que o operador retire o número exato de produtos.

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