MMX e PortX entregam estudo ambiental para dobrar capacidade de porto

MMX e PortX entregam estudo ambiental para dobrar capacidade de porto

Empreendimento em construção no litoral do Rio de Janeiro poderá ter 100 milhões de toneladas de capacidade de escoar minério de ferro, o dobro do projeto original

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A MMX Mineração e Metálicos, braço de extração de minério de ferro do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, continua a obra do Superporto Sudeste, por onde a empresa irá exportar sua produção e ao mesmo tempo já estuda dobrar a capacidade de embarque da commodity para o exterior.

A última marca da empresa ocorreu nessa terça-feira: um dia depois de anunciar que protocolou o estudo de impacto ambiental para a expansão desse empreendimento, a companhia concluiu a perfuração o túnel do porto com 1,8 quilômetro de extensão, 11 metros de altura e 20 metros de largura.

De acordo com o presidente da empresa, Roger Downey, que estava em Belo Horizonte para o maior evento de mineração do Brasil, o Exposibram, a conclusão do túnel é um marco muito importante para a empresa. Este túnel transforma uma pedreira em um porto que permitirá que, no mínimo, 50 milhões de toneladas de minério de ferro brasileiro sejam negociadas no mercado transoceânico. Entretanto, o túnel foi construído contemplando a expansão do Superporto Sudeste para a capacidade de 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, já que a empresa acredita que haverá demanda por minério de ferro de qualidade e no volume indicado.

Tanto é assim que a MMX comunicou ao mercado que protocolou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) no Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do estado do Rio de Janeiro, relativo à expansão da capacidade do Superporto Sudeste para 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Em obras atualmente, o Superporto Sudeste está sendo construído, em Itaguaí (RJ), com capacidade para 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Com essa expansão ainda sem nem mesmo a obra estar concluída intensificará a posição da MMX entre as mineradoras do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. O acordo de escoamento dessa produção foi acertada com a MRS.

“A produção do Sistema Sudeste e as nossas parcerias com Usiminas e Minerinvest, irão preencher toda a capacidade da primeira fase do Superporto Sudeste. Uma vez aprovada, a expansão para 100 milhões de toneladas irá fomentar investimentos em mineração de ferro no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais”, concluiu o presidente da MMX que disse ainda na capital mineira que a China é quem deverá liderar a demanda por minério de ferro, não acaso, a empresa tem a Wuhan Steel em sua composição acionária com xx% do capital da empresa.

Atualmente, a MMX possui dois sistemas em operação: Sistema Sudeste (MG) e Sistema Corumbá (MS). A capacidade instalada da companhia é hoje de 10,8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e a expectativa é de expandir, até 2016, essa capacidade para 46 milhões de toneladas por ano.

O Sistema Sudeste é formado pelas Unidades Serra Azul e Bom Sucesso. Na Região de Serra Azul – Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais –, a MMX tem capacidade instalada para produzir anualmente 8,7 milhões de toneladas de minério de ferro e, até 2016, chegará a 24 milhões de toneladas/ano.  Em Bom Sucesso, no Centro-Oeste mineiro, a MMX irá implantar uma nova operação que deverá produzir 10 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Tanto a expansão da Unidade Serra Azul quanto a implantação da Unidade Bom Sucesso estão em fase de licenciamento ambiental. Já o Sistema Corumbá, no Mato Grosso do Sul, está em operação desde 2006 e tem capacidade instalada de produção anual de 2,1 milhões de toneladas de minério de ferro.

A MMX também está presente no Chile, onde detém direitos minerários para a extração de minério de ferro na região do Deserto de Atacama. A MMX prevê que produzirá 10 milhões de toneladas de minério de ferro por ano até 2016.

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