Futuro da Embraer na aviação comercial sai ainda em 2011

Futuro da Embraer na aviação comercial sai ainda em 2011

Com a decisão das principais concorrentes, fabricante brasileira estudará qual o caminho a seguir, se nova família de aeronaves ou remodelagem do E-195

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O futuro da Embraer na aviação comercial será decidido ainda este ano. As opções são a remotorização e troca de asas do maior jato da empresa, o E-Jet 195 ou a criação de uma nova família de produtos, de maior porte. Segundo o presidente da companhia, Frederico Fleury Curado, essas opções ainda estão em análise, mas a premissa básica é de que seja mantida a comunalidade dos equipamentos, facilitando a operação de um eventual avião de maior porte pelos clientes da fabricante brasileira.

As maiores concorrentes da Embraer já anunciaram as medidas para atender à tendência de aumento na demanda por aeronaves maiores, reflexo do crescimento do número de pessoas que viajam de avião. Nesse ponto o Brasil possui a maior expansão mundial. De acordo com dados da Iata, associação internacional de aviação civil, no primeiro semestre a demanda nacional foi a maior do mundo em termos de crescimento, quase 20%, em segundo lugar vem a Índia com 17,7% e a China com pouco mais de 8%.

A opção das duas maiores do mundo, a Boeing e a Airbus, foi pela adoção de um novo motor que economiza combustível. Apesar disso, as empresas já possuem modelos com capacidade de 154 e de 170 assentos, respectivamente o 737-800 e o A320. Já a canadense Bombardier, concorrente mais próxima da Embraer, já iniciou o desenvolvimento da família CSeries, que terá modelos com capacidade de transportar de 100 a 149 passageiros. Além disso, há a perspectiva de entrada de novos players no mercado, principalmente da Rússia e da China.

“Estamos avaliando o tamanho do mercado e ambas as opções, uma nova aeronave e a remotorização. No momento não temos clareza sobre o que deverá acontecer”, afirmou Curado durante teleconferência com analistas do setor. “Apesar da perspectiva de que a demanda por aviões maiores aumentará no futuro, o mercado para aeronaves de 100 lugares sempre existirá, nos próximos 10 anos pode ser que o nosso modelo E-190 não seja o mesmo de hoje, mas com certeza estará no mercado”, acrescentou o executivo.

Curado afirmou que o setor de aviação comercial está passando por um momento de recuperação, apesar de lenta. É desse setor, principalmente, que deve vir o crescimento da receita anunciado pela empresa, cuja estimativa passou de US$ 5,6 bilhões para US$ 5,8 bilhões para este ano. Em relação à aviação executiva, o presidente da Embraer afirmou que o volume de propostas e consultas está crescendo.

Resultados

A Embraer obteve lucro líquido de R$ 153,7 milhões no segundo trimestre de 2011, alta de 51% em relação ao mesmo período de 2010. A receita líquida caiu 11% no trimestre, para R$ 2,17 bilhões, ante os R$ 1,44 bilhões em igual período de 2010. No segundo trimestre, a Embraer entregou 48 aeronaves, sendo 25 comerciais e 23 executivas. Esse volume número representa redução de 15 unidades em relação ao mesmo período do ano passado. A divisão ente o segmentos também mudou em relação ao ano passado. Nos seis primeiros meses de 2010 foram 40 aeronaves entregues para a aviação executiva e 29 para a aviação comercial.

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