Brasil atrai mais investimentos para a aviação executiva

Brasil atrai mais investimentos para a aviação executiva

Segunda maior feira do mundo para este segmento aconteceu em São Paulo com maior número de expositores, entre eles, a Airbus, que apresentou o ACJ 318, que custa US$ 65 milhões

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A oitava edição da maior feira de aviação executiva da América Latina e segunda do mundo, a Labace, se encerrou no último sábado. Foram três dias em que o público pode visitar os 67 modelos expostos na área que era ocupada pela extinta Vasp no aeroporto de São Paulo, Congonhas. Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas a expectativa dos organizadores era de que o evento levasse US$ 550 milhões em negócios em apenas três dias, 10% a mais que no ano passado. Entre aviões e helicópteros, estavam presentes alguns dos maiores fabricantes do mundo, como Airbus, Embraer, Bombardier, Dassault Falcon, Gulfstream, Agusta Westland, Bell Helicopters, e Helibrás. O número de expositores chegou a 170 empresas, 20 a mais que em 2010. A maior falta sentida foi da Boeing.

Um dos sinais que demonstram o crescimento deste segmento no País veio de fabricantes como da norte-americana Gulfstream, que aumentou o numero de aeronaves expostas. De acordo com a companhia, a empresa vê o Brasil com um dos maiores crescimentos de mercado em todo o mundo. Apesar da participação da empresa ainda ser pequena em número de unidades, em termos porcentuais o crescimento foi de 100% se comparado 2009 a 2010. Passou de apenas 14 aviões para 30 no ano passado.

Por sua vez, a maior concorrente da brasileira Embraer, a Bombardier, tem demonstrado que deseja aumentar sua presença na América do Sul. Para isso, abriu um escritório no País e aumentou a presença de sua equipe de serviços para atender a demanda dos mais de 100 aviões que vendeu a clientes brasileiros.

Apesar dessa concorrência para brigar pelos endinheirados (empresas ou pessoas físicas) brasileiros ganhou um competidor de peso, semelhante ao da aeronave da Presidência da República adquirido pelo ex-presidente Lula. É que pela primeira vez a Airbus pousou com seu ACJ 318 na pista de Congonhas para ser oferecido a quem dispor de, pelo menos, US$ 65 milhões para ter um em seu hangar.

De acordo com o diretor de marketing para jatos executivos da Airbus, David Velupillai, a intenção da empresa é de mostrar este, que era o maior modelo em exposição na feira, para que o cliente potencial possa compará-lo com os demais.  Este é apenas o início de um trabalho que estamos fazendo no Brasil para conquistar mercado. “Pensamos que o cliente deve ter o mesmo conforto de sua casa e seu escritório dentro do avião e aqui ele pode comparar como o nosso produto pode oferecer isso tudo com a cabine mais alta e larga que qualquer dos outros aviões que estão aqui”, desafiou o executivo francês.

Nem só de fabricantes estrangeiras vive o mundo das aeronaves executivas, a brasileira Embraer levou os seus modelos mais “populares” para este segmento, o Phenom 100 e Phenom 300, além do Legacy 650 e apresentou a maquete em tamanho real do novo modelo que ainda está em desenvolvimento na fábrica da São José dos Campos (SP), o Legacy 500, que, segundo Marco Tulio Pellegrini deverá realizar seu primeiro voo até o final deste ano. O Lineage 1000, concorrente no segmento Large (grande porte) não foi exposto.

Para as empresas ou milionários que não querem – ou não podem – desembolsar uma fortuna cobrada pelas empresas em seus maiores modelos, a aviação executiva também possui opções mais modestas como o pequeno e versátil Eclipse, que custa cerca de US$ 2 milhões, além de diferentes modelos de helicópteros.

A Líder Aviação, empresa de aviação executiva que representa a norte-americana Hawker-Beechkraft, fechou a venda de cinco aviões ao longo dos três dias de evento. Os contratos assinados somam US$ 15 milhões, desconsiderando os impostos. A empresa fechou a venda do jato Premier IA, de US$ 7,3 milhões, do turboélice King Air C90GTx e de três bimotores a pistão Baron G58.

Mas a feira não foi composta apenas de empresas interessadas em vender aeronaves, a parte de serviços apresentou um grande número de ofertas aos clientes da aviação executiva nacional. Entre estes, estavam empresas de táxi aéreo, a BR Aviation, escolas de pilotagem e até mesmo as autoridades do setor aeronáutico brasileiro.

Apesar de o foco da aviação executiva estar no transporte de passageiros, o alcance das aeronaves de pequeno porte a praticamente todas as cidades do país com um campo de pouso atrai cada vez mais empresas de logística. Uma delas é a Columbia Logística Integrada, que por meio da coligada Columbia Trading está investindo em em pessoal, treinamento e criou uma área especializada em atender clientes do setor de aviação. Entre os serviços prestados pela empresa está a importação de aeronaves e de peças de reposição, que são nacionalizadas e distribuídas no mercado local.

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