Wilson Sons reforça presença em petróleo e gás com aquisição da Briclog

Wilson Sons reforça presença em petróleo e gás com aquisição da Briclog

Empresa está de olho nos investimentos em operações marítimas da Petrobras que prevê adicionar cerca de 300 novas embarcações na costa brasileira até 2020 com a exploração do pré-sal

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A Wilson Sons, um dos maiores operadores integrados de logística portuária e marítima do País, está de olho nas crescentes operações no setor de petróleo e gás no Brasil. Seguindo a esteira dos elevados investimentos no segmento de exploração e produção dos energéticos no Brasil em decorrência da megarreserva do pré-sal e do incremento da frota de navios no País, originados não somente por parte da Petrobras, mas de outras petrolíferas que atuam por aqui, a empresa, que possui ações negociadas na BMF&Bovespa (a bolsa de valores de São Paulo) anunciou esta semana a aquisição da Bric Brazilian Intermodal Complex (Briclog) pelo preço de R$ 125 milhões por meio de sua subsidiária Brasco Logística Offshore.

A empresa adquirida presta serviços portuários para a indústria de petróleo e gás. A Wilson Sons afirma em nota que a conclusão do negócio está sujeita a determinadas condições, incluindo o direito de arrendamento, por 30 anos, de área de 66,86 mil metros quadrados em frente à Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e a cessão de contratos de locação.

Segundo o acordo firmado ontem, a Wilson Sons dividirá o pagamento três parcelas. A primeira ocorre imediatamente após a assinatura do contrato e representa a menor parte, R$ 10 milhões. A segunda será de R$ 60 milhões a ser liquidada após o cumprimento de todas as condições negociadas. Já os R$ 55 milhões restantes ficam para pagamento no ano que vem, 360 dias após a assinatura do contrato, sendo que esses dois últimos serão corrigidos pelo IPCA, o índice oficial da inflação no País.

A Wilson Sons justifica a incorporação da Briclog ao afirmar no anúncio que “espera um forte crescimento do negócio por meio da sinergia com as operações existentes e da base de clientes da Brasco em conjunto com o crescimento em geral da indústria brasileira de petróleo e gás offshore”. De acordo com os dados fornecidos pela companhia , em 2010, a Briclog obteve R$ 6 milhões de lucro líquido e, em 31 de dezembro de 2010, os ativos adquiridos somavam R$ 39 milhões. Já os contratos de locação acima mencionados geraram receitas da ordem de R$ 4 milhões em 2010.

Na quinta-feira passada o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou em São Paulo que a empresa prevê investir, somente em 2011, R$ 93 bilhões em todas as áreas de atuação. Porém, tradicionalmente, dos recursos de que a estatal dispõe, mais de 40% são voltados para o segmento de exploração e produção de petróleo e gás natural. Nesse aporte está previsto o incentivo à industria marítima com encomendas de navios petroleiros do tipo Panamax e outra centena de navios de apoio. A previsão da petrolífera é de que com o pré-sal, somente sua demanda coloque cerca de 300 novas embarcações na costa brasileira até 2020.

Há ainda as operações da OGX, do empresário Eike Batista, que tem um plano de exploração de mais de 50 poços de petróleo e gás natural na Bacia de Campos, cuja demanda por embarcações será atendida pelo estaleiro próprio, a OSX que já possui duas encomendas de sondas de exploração.

Crescimento

Segundo os últimos números da Wilson Sons, referentes ao primeiro trimestre do ano, a receita subiu 29% na comparação com o período de janeiro a março do ano passado. Na análise da empresa, o faturamento de US$ 156 milhões (cerca de R$ 250 milhões) foi impulsionado justamente pelas operações da Brasco. A subsidiária que comprou a Briclog atua no apoio logístico integrado para a indústria de petróleo e gás no Brasil e somente este braço da Wilson Sons apresentou alta de 120% em suas receitas de janeiro a março deste ano comparadas a 2010.

Com isso, a Brasco, que está inserida na unidade de negócios Terminais Portuários da Wilson Sons, elevou o resultado operacional desse segmento em 112% em três meses. Esse resultado só não é melhor do que o apresentado em Logística e Estaleiro em termos de crescimento percentual, uma vez que, essas áreas subiram 271% e 139%, respectivamente, mas com uma base de comparação muito baixa. Dos US$ 27,1 milhões apurados no primeiro trimestre, o negócio Terminais Portuários responderam por US$ 20,5 milhões.

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