MAN reforça imagem e traz extrapesado TGX ao Brasil

MAN reforça imagem e traz extrapesado TGX ao Brasil

Planta de Resende (RJ) está sendo preparada para montar o TGX, que chegará ao País em kits CKD. Produção da linha passará para 342 caminhões por dia quando o novo modelo chegar

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Dois anos após a aquisição da divisão de caminhões e ônibus da Volkswagen no Brasil, a MAN Latin America começa a posicionar-se no mercado brasileiro. Os primeiros quilômetros desse caminho foram dados por meio de campanhas publicitárias e agora chegam a um momento importante de seu estabelecimento no País: a reorganização da identidade da empresa. O prédio em São Paulo que abriga a sede da maior montadora de automóveis no Brasil já divide o espaço com a fabricante de caminhões e em breve será aberta a primeira concessionária MAN, em Santa Catarina, padrão que será seguido pelas demais 140 revendas da Volkswagen.

Outro passo importante da empresa começará a se desenhar já a partir da Fenatran deste ano, evento no qual a MAN deverá apresentar um novo modelo de veículo que já roda na Europa e que ainda não está no mercado brasileiro, o extrapesado TGX. Este segmento é a especialidade da montadora alemã e o único no qual a Volkswagen não se aventurou por aqui.

Além de ser um terreno que a MAN conhece bem na Alemanha, a incursão no mercado de extrapesados tem como meta colocar a empresa para disputar um mercado que no ano passado cresceu quase 72% na comparação com 2009 e no qual as líderes do segmento elevaram suas vendas em pelo menos 79,6%, caso da Mercedez-Benz. A primeira colocada no ritmo de crescimento foi a Scania com 85,1%, seguida pela Volvo com 83,3%. Esses dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores (Anfavea), que reportou vendas totais de 54,280 mil caminhões pesados em 2010 contra pouco mais de 31 mil em 2009.

O TGX será importado da Alemanha na forma CKD (desmontado) e sua montagem ficará sob responsabilidade da fábrica de Resende (RJ), que passa por uma mudança radical no ritmo de produção diária desde que a venda da unidade foi fechada. De acordo com a MAN, passou de 170 para 320 veículos ao dia e chegará a 342 quando o novo modelo chegar. Nesse período foram abertas cerca de 500 vagas de trabalho para atender a demanda de produção.

De acordo com o presidente da empresa no Brasil, Roberto Cortes, antes da aquisição, a Volkswagen Caminhões e Ônibus era uma empresa de 100 mil veículos por ano que no dia seguinte à compra se transformou numa de 165 mil unidades.

Pé no acelerador

Para este ano, as perspectivas são excelentes, afirmou o diretor de Vendas Nacionais da MAN, Antônio Cammarosano. “Mesmo com 2010 tendo sido o melhor ano da nossa história, a nossa estabilidade econômica, os eventos que seremos sede nos próximos anos e o risco Brasil em um dos níveis mais baixo da nossa história, tem acelerado os investimentos em infraestrutura e o mercado de caminhões poderá ser até 5% superior ao recorde de 2010”, estimou ele.

Outro fator que deverá aumentar o ritmo de vendas é a entrada do EURO V em janeiro de 2012. A empresa projeta que a nova norma de emissão de poluentes também colaborará para uma antecipação de compras neste ano, o que faz com que as projeções para o ano sejam realmente positivas. Porém, ressalta o executivo, tudo isso ocorrerá se as taxas de juros para o financiamento de caminhões se mantiverem competitivas durante o ano de 2011.

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