Procaminhoneiro: vai ou não vai?

Aumento da taxa de juros e dificuldade de adesão por parte dos autônomos fazem do Procaminhoneiro o melhor projeto que não decolou nos últimos anos

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O Procaminhoneiro, badalado programa de incentivo ao financiamento de caminhões para fomentar a renovação da frota brasileira para os caminhoneiros autônomos está se transformando no melhor projeto que não decolou nos últimos anos.

A falta de informações e a dificuldade de acesso ao programa se somam agora à mudança na taxa de juros, que saltou de 4,5% ao ano para 7% ao ano depois de anúncio do BNDES, que decidiu prorrogar o programa até o final deste ano.

Mas, afinal, este é um projeto que contempla a necessidade brasileira de acesso ao crédito para a renovação de nossa frota de caminhões. A resposta é não, claro. Apesar dos juros ótimos, abaixo do mercado, e das condições diferenciadas, o Procaminhoneiro simplesmente não tem como abarcar toda a demanda de renovação da frota brasileira, que passa dos 23 anos de idade média.

É primordial que o Brasil tenha uma política séria de renovação de frota, sob pena de ter em nossas ruas, avenidas e estradas cada vez mais uma frota sucateada, poluidora, problemática e causadora de acidentes.

Exemplos como o do México, que criou incentivos para a entrega dos caminhões velhos para reciclagem na compra de um novo por meio do programa do governo estão aí para serem seguidos.

O transporte brasileiro de cargas sobre rodovias já sofre com um sem-número de problemas, como a falta de rodovias em boas condições. Será que continuaremos sem rodovias e também sem caminhões decentes para rodar pelo País, que depende 60% da matriz rodoviária para escoar sua produção e viabilizar sua logística?

Vamos renovar a frota! O Brasil agradece, o ar que respiramos também.

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