“Operação Aeroporto JK Seguro” fiscaliza entrada de produtos proibidos no Aeroporto Internacional de Brasília

Foram verificadas 100% das bagagens vindas do exterior no dia 18 de fevereiro. Fiscalização deve alcançar periodicidade semanal no futuro

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Com o intuito principal de intensificar a fiscalização de entrada de produtos proibidos no País, no dia 18 de fevereiro 100% das bagagens que chegaram ao Aeroporto Internacional de Brasília foram escaneadas por aparelhos de raio x. Até então, esse trabalho era feito apenas por amostragem, o que alcançava pouco mais de 60% dos vôos diários.

A ação, que recebeu o nome de Operação Aeroporto JK Seguro, é integrada por cinco órgãos do governo: Ministério da Agricultura; Receita Federal do Brasil; Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero); Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal.

“A Operação Aeroporto JK Seguro é a primeira ação integrada desse tipo em todo o Brasil. A ideia é começar por Brasília, mensalmente, com previsão de alcançar periodicidade semanal no futuro”, destaca Fábio Schwingel, chefe da unidade do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) no Aeroporto Internacional de Brasília.
Schwingel também ressalta que depois de implantada no aeroporto da Capital, a operação deve servir de exemplo para os demais aeroportos internacionais do País.

A ação também visa orientar os usuários para tomarem conhecimento do que é permitido ou não trazer na bagagem vinda do exterior. E para isso, os fiscais do Ministério da Agricultura distribuiram folhetos com orientações dos produtos que têm restrição de importação.

Participaram da operação 13 agentes da Unidade de Vigilância Agropecuária, 40 servidores da Receita Federal do Brasil, 18 policiais federais, servidores da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal e agentes da Anvisa.
Os produtos agropecuários que não podem ingressar no Brasil sem prévia autorização do Vigiagro e/ou certificação sanitária são:

– Frutas e hortaliças frescas;
– Insetos, caracóis, bactérias e fungos;
– Flores, plantas ou partes delas;
– Bulbos, sementes, mudas e estacas;
– Animais de companhia (cães e gatos);
– Aves domésticas e silvestres;
– Espécies exóticas, peixes e pássaros ornamentais e abelhas;
– Carne de qualquer espécia animal, in natura ou industrializada (embutidos, presunto, salgados, enlatados);
– Leite e produtos lácteos;
– Produtos Apícolas (mel, cera, própolis);
– Ovos e derivados;
– Sêmen, embriões, produtos biológicos, veterinários (soro, vacinas);
– Alimentos para animais;
– Terras;
– Madeiras não tratadas;
– Agrotóxicos;
– Material biológico para pesquisa científica, entre outros.

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