Projeto piloto de classificação de grãos será realizado no Porto de Paranaguá (PR)

Ação desenvolvida pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) visa à supervisão das operações e técnicas utilizadas pelas empresas e armazéns exportadores de milho, soja e farelo que operam no terminal

Appa lança edital sobre estudos para novo complexo turístico no Porto de Paranaguá
Operação Safra na SP-270 orienta caminhoneiros para facilitar descarga de grãos no Porto de Paranaguá (PR)
Portos de Paranaguá e Antonina registram crescimento de 22% na movimentação de cargas em 2010

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) escolheu o Porto de Paranaguá (PR) para realizar um projeto piloto de classificação de grãos. Com isso, o terminal receberá a ação de supervisão das operações e técnicas utilizadas pelas empresas e armazéns exportadores de milho, soja e farelo.

Uma equipe de fiscais de diferentes portos do Brasil esteve no terminal este mês para conhecer os processos empregados. “Além de um enorme volume de grãos movimentados, Paranaguá tem especialização na exportação deste tipo carga”, explica André Bispo, coordenador de fiscalização e classificação de vegetais do Mapa, sobre a escolha do Porto de Paranaguá.

“Fizemos uma visita anterior, em março deste ano, e devemos realizar uma próxima ainda em 2010. Levantamos as técnicas de classificação da carga na chegada às empresas, para a garantia de qualidade. Nossa estimativa é que o projeto chegue aos demais terminais do País já no inicio de 2011”, ressalta Bispo.

O corredor de exportação em sistema pool é um dos diferenciais do Porto. Além do silo público, oito empresas têm armazéns ligados à Paranaguá por meio de correias e esteiras rolantes que vão até a faixa portuária e desembocam em seis carregadores de navios, o que facilita na agilidade das operações.

Outro destaque que impulsionou a escolha do Ministério foi a parceria do Porto com a Claspar (Empresa Paranaense de Classificação de Produtos). Todos os veículos carregados com soja, milho, trigo, farelos e óleo de soja que chegam à unidade são vistoriados pela companhia. No procedimento, os técnicos avaliam o grau de impureza e os padrões exigidos para exportação.

“Até 2003, as classificações eram feitas nas ruas de acesso ao Porto, no meio do trajeto dos caminhões. Hoje, a Claspar tem um espaço no Pátio de Triagem, conta com estrutura adequada, moderna e eficiente, com equipamentos de alta tecnologia. As fraudes são tratadas com a abertura de inquéritos e a fiscalização é rigorosa”, diz o superintendente dos Portos do Paraná, Mario Lobo Filho.

Com informações da Agência de Notícias do Paraná

COMMENTS