Novo presidente do Setcepar comenta os desafios do setor de transporte de cargas

Gilberto Antônio Cantú fala da parceria de associados ao Sindicato para fortalecer o setor e de investimento de mão-de-obra qualificada, o que para ele é um dos principais desafios dos próximos anos. O empresário que atua como diretor na empresa Transportes Diamante tomará posse da presidência do Setcepar (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná) em janeiro do ano que vem

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Gilberto Antônio Cantú fala da parceria de associados ao Sindicato para fortalecer o setor e de investimento de mão-de-obra qualificada, o que para ele é um dos principais desafios dos próximos anos. O empresário que atua como diretor na empresa Transportes Diamante tomará posse da presidência do Setcepar (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná) em janeiro do ano que vem.

Em entrevista cedida ao Portal Transporta Brasil, Cantú conta um pouco sobre os atuais embates do modal rodoviário e ressalta a atuação da entidade em prol da melhoria do setor. Leia a íntegra:

Portal Transporta Brasil: Quais são os principais desafios do transporte de cargas no Paraná, atualmente?

Gilberto Antonio Cantú: Os principais desafios, acho que não só do Paraná mas como de todo o País, continuam sendo a melhoria das nossas estradas e o problema sério de segurança contra roubo de cargas. Continuamos ainda investindo bastante com relação à segurança dos veículos da empresa e mesmo assim o índice continua crescendo e a gente tem uma dificuldade muito grande de tratar desse assunto. Esse dois pontos são os maiores desafios para o transporte.

Portal Transporta Brasil: Como os transportadores paranaenses lidam com a escassez de mão de obra qualificada, principalmente de motoristas?

Gilberto Antonio Cantú: Hoje, isso é um problema que aflige todo o setor, essa escassez. No caso do motorista, além do instituto que nós criamos este ano para reciclagem dos profissionais, o Sindicato está pretendendo investir na formação de motoristas. Hoje a demanda é muito grande, o aumento da frota nacional está muito elevado e as perspectivas para os próximos anos são muito boas, e com certeza faltará mão de obra caso não ocorra um grande investimento.

Portal Transporta Brasil: O SETCEPAR alertou para a falta de oferta de transportes diante da demanda que se anuncia no agronegócio e em outros setores. Com a economia aquecida, este temor ainda existe?

Gilberto Antonio Cantú: Com certeza. O temor é grande. Quase todas as empresas do setor estão trabalhando no limite da sua capacidade, e a falta de infraestrutura e de empresas capacitadas para cumprir essa demanda é visível.

Portal Transporta Brasil: O SETCEPAR representa cinco mil empresas. Qual é o nível de participação das transportadoras em torno do Sindicato?

Gilberto Antonio Cantú: Está cada vez maior a participação dos associados. Isso se dá pelo simples fato que eles estão sentido a importância de como o Sindicato pode agir nos problemas do setor. Sozinho a gente não consegue fazer nada. Então há uma conscientização, principalmente dos empresários mais jovens, de que realmente o Sindicato é primordial para que o setor consiga atuar junto ao governo, enfim, da política de transporte do País.

Portal Transporta Brasil: A tendência atual de as transportadoras se transformarem em provedores de soluções logísticas integradas é realmente o caminho para as empresas do setor?

Gilberto Antonio Cantú: Eu acredito que não necessariamente, acho que vai ter espaço para todo mundo. Acho que tem espaço para quem quiser ficar só como representante de transportadora ou para aquele que quer migrar para o operador logístico agregando armazenagem e outros serviços no escopo da sua empresa. Então é uma decisão que cada empresa tomará em um determinado momento.

Portal Transporta Brasil: Como o Brasil pode ser competitivo em termos de logística se a infraestrutura nacional está completamente atrasada?

Gilberto Antonio Cantú: O Brasil atualmente tem um custo muito superior a outros países, e em relação aos emergentes, o Brasil está atrasado. Então, independente de quem ganhe nas eleições, é prioridade investir pesadamente nessa área de infraestrutura, sob pena de um Brasil que pode não conseguir crescer e manter o crescimento que tivemos no ano passado e neste ano.

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