Assim o Brasil não anda

Pedágios caros e infraestrutura aquém da demanda fazem do Brasil o eterno país dos sonhos, enquanto o setor produtivo e os contribuintes lutam para sobreviver e pagar a conta de décadas de atraso

Uma sangria de R$ 1,5 trilhão
Receita reforça fiscalização nas empresas
São Paulo arrecadou quase R$ 9 bilhões em ICMS no mês de julho

O Brasil ainda é o país dos sonhos. É o país do futuro, que ainda não amadureceu o suficiente para oferecer uma realidade justa e bem dimensionada a todos os seus cidadãos. É um país rodoviarista que não tem rodovias. Um país com arrecadação de primeiro mundo, mas sem contrapartidas para os contribuintes.

Os debates acerca da carga tributária e dos pedágios têm esquentado o período eleitoral. O Brasil quer saber até quando terá que pagar esta alta conta de tributos e de oneração da folha trabalhista para tirar estas amarras que emperram o nosso desenvolvimento.

Há anos se fala que, se houver desoneração da folha de pagamentos, as empresas contratarão mais e o desemprego será minimizado. Há anos se fala que, se o Brasil realmente aplicar os recursos da Cide nas estradas, teremos rodovias decentes, menos pessoas morrerão em acidentes e o custo com o transporte rodoviário diminuirá.

Estas questões estão ainda mais vivas agora, no período em que as campanhas eleitorais esquentam o debate e o país escolherá seus novos governantes. Fiquem atentos.

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