Terminal Hidroviário de Belém inicia as atividades em setembro

Nova hidrovia da capital do Pará prevê melhoria no escoamento da produção regional. Obra orçada em R$ 23 milhões faz parte do PAC 2

Portos são prioridade e terão R$ 3,2 bi em recursos do PAC nos próximos anos, diz Brito
International fornecerá 823 caminhões ao Governo Federal
Construção de rodovias do PAC avança só 1,3 km por mês

Orçado em R$ 23 milhões, o novo Terminal Hidroviário Metropolitano de Belém (PA) iniciará as atividades em setembro deste ano. A obra, que ocupará uma área de seis hectares, pretende auxiliar embarcações de médio e grande porte oriundas de regiões dos Estados do Amapá, Amazonas e o próprio Pará. A nova hidrovia está situada na Avenida Arthur Bernardes e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2).

O Estado do Pará possui cerca de 20 mil quilômetros de rios navegáveis que alcançam mais de 60% dos municípios, mas, apesar dos números, a maior parte do escoamento da produção regional ainda é feita por meio de rodovias.  “O novo terminal proporcionará menores custos com movimentação de produtos. O transporte hidroviário reduz em até 10% o valor por tonelada transportada”, garante o engenheiro Marcus Vinícius Menezes, gerente do projeto, executado pela Secretaria de Estado de Transportes (Setran).

As etapas da obra

A recuperação do píer, a construção dos salões de embarque e desembarque e a cobertura total das passarelas de locomoção dos passageiros fazem parte da primeira das três etapas das obras. “A primeira fase já está 90% concluída”, diz Menezes.

A segunda etapa, também em andamento, prevê estacionamento, conclusão da estação de integração e de toda a parte comercial, com lojas, restaurantes e administração. Na terceira e última fase do complexo, com término previsto para 2011, será construído um terminal de cargas, um segundo píer e um prédio onde funcionarão serviços dos órgãos estaduais e federais competentes, além de um espaço cultural.

“Nossa estrutura visa ao conforto do usuário, à segurança na navegação e ao controle maior dos órgãos de governo. Não temos nada igual aqui”, finaliza o engenheiro.

Por: Victor José – Redação Portal Transporta Brasil

COMMENTS