TAV não irá reduzir tempo de viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro

Viagem entre as duas Capitais utilizando o “Trem-Bala” duraria, aproximadamente, cinco minutos a mais que ponte aérea Rio/São Paulo. Veículo não estará pronto para entrará operar na Copa de 2014

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A menos de quatro meses para a conclusão do processo licitatório que deverá decidir qual empresa receberá o direito de exploração da obra, já se tem a certeza de que o TAV (Trem de Alta Velocidade) não estará pronto para operar em 2014, ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo. Capaz de atingir 350km/h, o “Trem Bala” será projetado para ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, porém, de acordo com um estudo feito por especialistas da área, o veículo não vai reduzir o tempo de viagem de uma Capital para outra.

“As pessoas estão empolgadas com a questão da velocidade, o que é natural, mas se esquecem de pontos importantes como o tempo gasto em ‘check in’ e ‘out’, espera para embarcar e os procedimentos de embarque e segurança, tanto das pessoas quanto das bagagens”, aponta o presidente da Artificium Tecnologia Ltda., Cláudio Senna. Em média, somando todos os trâmites, um usuário gastaria quatro horas e meia com a ponte aérea Rio/São Paulo. Já com o TAV, a viagem duraria cinco minutos a mais. “Os defensores deste projeto tem afirmado que o TAV iria auxiliar a enfrentar o problema estrutural dos aeroportos, reduzindo alguns voos, mas há maneiras mais baratas e eficientes de lidar com este problema”, conclui o presidente.

Rentabilidade e viabilidade

O transporte por meio do TAV não é financeiramente atraente, é o que diz Josef Barat, presidente do Conselho de Desenvolvimento das Cidades. “A maior rentabilidade do ‘Trem-bala’ seria obtida no trecho São Paulo/Campinas”, completa. Já o vice-presidente da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), Rogério Belda, acredita que este é um ponto menor a ser debatido. “Eu vejo muitas pessoas falando que seria melhor aplicar este dinheiro em transporte urbano, que poderíamos fazer 350 quilômetros de metrô, mas o dinheiro não é do Governo. O mesmo vai financiar, mas os recursos são dos empreendedores. O que ninguém está pensando é o desenvolvimento econômico e tecnológico que a ligação das duas maiores metrópoles brasileiras iria trazer”, comenta.

Por: Victor José – Redação Portal Transporta Brasil

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