Recuperação de ferrovia fica indefinida

Obra iniciada em 2007 já estava pronta para ser inaugurada, mas as enchentes destruíram grande parte do que já havia sido feito

Petrobras e Braskem inauguram fábrica de PVC em Alagoas
Governo de AL fornece tratores, caminhões e implementos agrícolas a municípios
GranBio inaugura em Barra de São Miguel (AL) estação para desenvolvimento de biocombustíveis

A recuperação da rede ferroviária para o transporte de cargas no Estado de Alagoas ficou indefinida, depois da cheia. A obra iniciada em 2007, pela empresa Transnordestina Logística, já estava pronta para ser inaugurada, mas a enchente mudou o curso da história e arrasou com o novo caminho que estava sendo traçado sobre os trilhos, para o desenvolvimento econômico do Estado.

Por enquanto, as informações estão sendo tratadas em reuniões restritas. A assessoria de comunicação da Transnordestina informou que presidente e vice-presidente da empresa estão em férias, portanto não estão disponíveis para entrevistas. Em contato feito pela Gazeta de Alagoas, o diretor de Implantação da Transnordestina, Antônio Carlos Jammal, disse que os levantamentos ainda estão em fase de conclusão, para se compor um quadro real da situação em que ficou a rede ferroviária nos trechos atingidos pela enchente em Alagoas e Pernambuco.

Mas foi categórico ao afirmar que o grupo não vai desistir e que as obras de recuperação vão ser retomadas. Não se sabe quando. Esta semana, notícias de uma reunião que aconteceria na terça-feira (20), em Fortaleza (CE), para tratar do assunto, falavam em desmotivação do grupo, por causa do enorme prejuízo sofrido, e que a viabilidade da retomada da obra seria avaliada. A informação dava conta de que a tendência era dar um tempo de um ano, aproximadamente, para rediscutir o assunto ‘recuperação’.

A assessoria não confirmou essa reunião. Disse apenas que até agora, as ações adotadas foram a identificação dos prejuízos, orçados em R$60 milhões (nos estados de Alagoas e Pernambuco); a comunicação aos principais atores e interventores, como os ministérios da Casa Civil e do Transporte, a Agência Nacional de Transportes (ANTT) e os governos dos estados de Alagoas e Pernambuco; e a solicitação de ações e a respectiva liberação dos recursos para início das obras de reconstrução dos trechos duramente afetados.

Disse, ainda, que a Transnordestina previa inaugurar a reconstrução do trecho neste mês de julho, projeção que teve de ser adiada por causa dos estragos causados pelas enchentes nos estados.

Link para a matéria original

COMMENTS