Coamo registra economia de 30% com transporte de soja pela Ferroeste

Em alguns casos, o frete chega a ser 40% menor que o cobrado pelo caminhão. Parceria com a cooperativa responde por 30% do faturamento da Ferroeste no mês de junho

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As operações de movimentação de soja a granel da cooperativa agroindustrial Coamo representaram, em junho, 30% do faturamento da companhia ferroviária do Estado do Paraná, a Ferroeste. Este número se dá devido à utilização da malha férrea para transportar a soja da região de Cascavel para Guarapuava, onde a Coamo tem instalada uma fábrica de óleo. Com isso, a cooperativa apresentou uma economia de mais de 30% em relação ao modal rodoviário.

Em alguns casos, o frete chega a ser 40% menor que o cobrado pelo caminhão. “O custo do transporte pela malha ferroviária é vantajoso. Já é possível ter uma noção do que essa parceria com a Ferroeste gera em economia para o produtor e, na medida em que for ampliada, com a modernização da estrutura da Ferroeste, será ainda mais vantajosa”, diz Aroldo Gallassini, presidente da Coamo.

Atualmente, a Ferroeste está em processo de modernização da frota. As atuais locomotivas de 1.600 HP, fabricadas na década de 1950, serão substituídas por novas de 3.000 HP, possibilitando a formação de composições maiores, com aumento de produtividade e  diminuição do consumo de diesel em até 40%,  o equivalente a R$ 3 milhões de economia por ano. Além disso, a companhia espera a chegada de 500 novos vagões, cuja aquisição depende apenas de autorização do governo. “A consolidação da Ferroeste será a solução de um problema no Paraná, que é o transporte via caminhão, o transporte mais caro que existe no mundo”, afirma Gallassini.

Por: Victor José – Redação Portal Transporta Brasil

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