Paraná retoma os estudos para construção do poliduto entre Maringá e Porto de Paranaguá

O governador Orlando Pessuti assinou nesta quarta-feira (9), em Londrina, o protocolo de intenções para que sejam feitos novos estudos técnicos e econômicos visando à construção do poliduto que ligará o noroeste do Estado ao porto de Paranaguá, passando por cidades como Londrina e Araucária

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O governador Orlando Pessuti assinou nesta quarta-feira (9), em Londrina, o protocolo de intenções para que sejam feitos novos estudos técnicos e econômicos visando à construção do poliduto que ligará o noroeste do Estado ao porto de Paranaguá, passando por cidades como Londrina e Araucária. Com a construção do poliduto poderão ser canalizados 4 bilhões de litros de álcool e combustíveis por ano, o que resultaria na retirada anual de 13 mil caminhões das estradas, reduzindo o custo do transporte em 16 vezes.

Serão feitos estudos de reavaliação técnica e econômica, levantamento topográfico e a definição de áreas de utilidade pública por onde o canal vai passar. Também assinaram o documento o presidente da Copel, Ronald Ravedutti, e o presidente da Alcopar (Associação dos Produtores de Bioenergia do Paraná), Paulo Zanetti.

De acordo com a Alcopar, a previsão é que as 30 unidades produtoras de etanol no Estado fechem a safra 2010/11, em andamento, com uma produção de 2 bilhões de litros de etanol, dos quais 25% seguirão para o mercado externo.

“Estamos trabalhando junto com a Alcopar para viabilizar a implantação deste poliduto, que hoje é a maneira mais eficiente de transportar o etanol produzido no norte do Paraná. Serão 550 quilômetros de extensão, que ligarão a cidade de Maringá ao porto de Paranaguá. Com este empreendimento chegaremos a um novo patamar na área de logística”, afirmou o governador Orlando Pessuti.

Para o presidente da Copel, Ronald Ravedutti, o poliduto impulsionará a produção de etanol e trará desenvolvimento econômico para a região norte e noroeste do Paraná. “Este é um grande projeto que proporcionará mais competitividade aos produtores de álcool”, ressaltou.

Segundo o presidente de Alcopar, o Paraná está diante de uma grande revolução no setor de sucroenergia, pois o poliduto garante condições especiais para a comercialização. “O Estado tem vocação para a produção de açúcar e etanol e o poliduto agregará valor ao nosso produto, gerando emprego e renda”, enfatizou.

Para o prefeito de Londrina, Barbosa Neto, a construção do poliduto é uma demonstração de que o Governo se preocupa com o futuro e almeja colocar o Paraná e a região de Londrina na rota do desenvolvimento. “Londrina já perdeu o gasoduto e agora está lutando pelo poliduto. Acredito na força dos empresários que viabilizarão economicamente este projeto e na viabilidade técnica”, afirmou.

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