União Brasileira de Biodiesel garante que setor já tem produtividade para aumentar adição ao diesel

O setor já tem capacidade para atender a uma decisão governamental de aumentar de imediato a adição do biodiesel ao óleo diesel mineral

Petrobras investirá R$ 8,26 bi em abastecimento em 2012
Biodiesel é a esperança para “salvar” preço do óleo de soja
ALL firma acordo com a BsBios e BR Distribuidora para transportar biodiesel

O diretor executivo da União Brasileira do Biodiesel, Sérgio Beltrão, garantiu que o setor já tem capacidade para atender a uma decisão governamental de aumentar de imediato a adição do biodiesel ao óleo diesel mineral, de 5% para 10% (do B5, atualmente em vigência no país, para o B10).

Sergio Beltrão participou nessa quinta-feira (13), na Confederação Nacional do Comércio, da divulgação do balanço consolidado do setor em 2009.

“Obviamente que, na linha que vem sendo adotada pelo governo desde que o programa foi implantado, o ideal é o gradualismo, ou seja, sem saltos, de forma que a cadeia como um todo se adapte de modo a não produzir nenhum sobressalto no abastecimento nacional. Agora, é fato que nós já teríamos capacidade de produção para atender a uma decisão pelo B10”, disse.

A expectativa do setor, segundo Beltrão, é que o governo mantenha a trajetória de progressão do percentual de adição: “Primeiro pulando para o B6, daqui a seis meses o B7 e assim sucessivamente, até atingirmos o B10 em um horizonte de dois anos”.

O diretor informou que a capacidade instalada do país hoje já é de cerca de 5 bilhões de litros/ano, “o que nos permitiria atender a uma decisão até um pouco superior ao B10. Ou seja, a indústria já tem capacidade instalada para atender ao B10”.

Para o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Alan Kardec, que também participou da divulgação do balanço, a ANP ainda não trabalha com essa possibilidade.

“A gente ainda não trabalha com a perspectiva de antecipação da adoção da mistura do biodiesel ao diesel mineral do B5 para o B10. Há aí a questão da qualidade a ser verificada, da consolidação do mercado, dos grandes players (agentes). Nós temos aí um mercado em consolidação e estamos agora apostando é no B20, a ser utilizado nas frotas de ônibus nos estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, os ônibus já rodam com o B20. Em São Paulo, estamos trabalhando para iniciar um grande programa com a adoção também do B20. Então, estamos vendo como o mercado vai se comportando, para depois decidirmos o que fazer”.

Link para a matéria original

COMMENTS