Porto de Paranaguá é o terceiro do País em movimentação de cargas

Estudo divulgado pelo Ipea classifica o porto paranaense como terceiro maior, com movimentação de US$ 16,55 bilhões em cargas no setor internacional no ano passado

MVC planeja fábrica de componentes plásticos para o setor ferroviário
Importações de carros pelo Porto de Paranaguá crescem 22% em outubro
Governo busca investidores para o Trem Pé Vermelho, no Paraná

Segundo a análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Porto de Paranaguá (PR) é o terceiro maior do País, tendo movimentado US$ 16,55 bilhões no ano passado no setor de comércio internacional.

No documento apresentado pelo Ipea, os valores baixos de tarifa no porto paranaense foram ressaltados. Por exemplo: para a movimentação, descarga e baldeação de granéis, o porto cobra R$1,7 por tonelada. Já o Porto de Rio Grande (RS) cobra R$ 4,4 por tonelada, 158% a mais que o porto de Paranaguá. No setor de movimentação de veículos, apenas Paranaguá e Santos (SP) mostram valores abaixo da média brasileira. O custo no Paraná é quase 34% menor do que em Salvador e Aratu, ambos na Bahia.

“Este resultado indica que o elemento custo do serviço portuário pode ter uma influência significativa sobre a decisão dos clientes, importadores e exportadores, a respeito do porto a ser utilizado no comércio internacional, devendo ser um ponto de atenção por parte das autoridades gestoras dos portos”, diz um trecho do estudo.

Segundo o diretor do Instituto na área de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Macio Wohlers, “Significa que os portos mais bem classificados no ranking são aqueles que apresentam as tarifas mais baixas”
Além das tarifas baixas, a realização de novas construções e reformas também foram citadas como fundamentais para desenvolver a estrutura competitiva. Foi calculado o valor de R$ 42,88 bilhões em investimentos para as 133 obras futuras apontadas como necessárias em portos de todo o país, sendo 41 das obras de infraestrutura portuária, 45 de dragagem e derrocamento e 45 de acessos terrestres.

O documento cita, entre outros, os portos de Santos, Vitória, Itaqui, Pecém e Rio Grande, como os que mais apresentaram problemas às áreas portuárias, representando 40% das demandas de obras.

Outro fator relevante para o estudo do Ipea foram os investimentos já realizados nos últimos anos, como cita o Diretor Técnico dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), André Cansian: “Com recursos próprios, a Appa recuperou as vias de acesso e mudou a logística portuária. A continuidade das mudanças e avanços garante obras importantes, como o aprofundamento dos berços do cais, que já está licitado e homologado.”

Por Nayra Brighi – Redação Portal Transporta Brasil

COMMENTS