CAF quer participar de um consórcio para o trem de alta velocidade

A CAF estaria habilitada sob o ponto de vista de tecnologia e por já estar no mercado brasileiro

Dragagem no Porto de Itajaí deve demorar ainda duas semanas para começar
Chávez determina a ministros que negociem pavimentação de estradas na fronteira com Brasil
Por que o Salgado Filho (RS) é refém da neblina

A multinacional ferroviária de origem espanhola Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF) do Brasil tem sido procurada e feito contatos com grandes empresas brasileiras visando fazer parte de um consórcio para disputar a licitação para construção, operação e manutenção do Trem de Alta Velocidade (TAV), que vai ligar São Paulo, Campinas e o Rio de Janeiro, tão logo o governo federal conclua o texto final e divulgue o edital. A CAF estaria habilitada sob o ponto de vista de tecnologia e por já estar no mercado brasileiro.

Para isso, a fábrica inaugurada no dia 19 de março deste ano com investimentos de R$ 200 milhões, em Hortolândia (SP), foi concebida em sua engenharia construtiva para ser ampliada de forma rápida. Os últimos equipamentos de produção acabam de chegar e a partir de julho a fábrica estará em capacidade plena de produção, podendo ampliar o atual quadro de funcionários diretos de 1.000 para 1.200.

Em entrevista ao DCI, o presidente da CAF Brasil, Paulo Fontenele, disse que a escolha de Hortolândia para implantação da 5ª planta da multinacional ferroviária espanhola no mundo levou em conta a proximidade de Campinas, que reúne um conglomerado da indústria pesada no setor metal mecânico metro ferroviário, onde há disponibilidade de mão de obra. A CAF possui três unidades na Espanha e uma em Nova York, nos Estados Unidos, atendendo basicamente os mercados americano e mexicano. “A CAF hoje está fornecendo material rodante para 35 países. Nós temos todos os continentes”, conta.

Dentro do planejamento estratégico da companhia no Brasil está a projeção de que o País tem muito a crescer no setor, bem como nos países vizinhos como Argentina, Chile, Colômbia e Panamá. Em dezembro último, a CAF ganhou a concorrência para o metrô de Medellin, na Colômbia, e está de olho no metrô do Panamá. “A gente entende que nas próximas décadas o Brasil, que já vem discutindo de uma forma séria e objetiva a questão da mobilidade, tem um amplo espaço para as grandes cidades crescerem não só com metrôs, mas também com trens de subúrbio e VLPs (veículos leves sobre pneus) – em São Paulo e Manaus, por exemplo, haverá os monotrilhos. Soma-se a isso, que a economia brasileira está bem estruturada e voltando a investir”, diz.

Link para a matéria original

COMMENTS