Escoamento de carga terá novo trecho até Paranaguá

Estima-se que o projeto receberá aproximadamente R$ 4 bilhões

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A empresa estatal Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste) confirmou ter sido contemplada pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC-2) para a construção da Ferrovia da Integração Oeste, que interligará os Municípios de Dourados (MS) e Panorama (SP), e do Corredor Ferroviário, entre Dourados e Cascavel (PR). Estima-se que o projeto receberá aproximadamente R$ 4 bilhões, valor ainda não confirmado pela empresa. O projeto terá 625 quilômetros e interligará os dois maiores municípios produtores de soja do Estado do Mato Grosso do Sul, Dourados e Maracaju, ao Porto de Paranaguá (PR).

A obra deverá ser executada com a supervisão do Exército. “Precisamos fortalecer as regiões do interior do Brasil que são produtoras de alimentos e que não contam com ferrovias, melhorando a sua infraestrutura logística e sua integração com os demais modais de transporte. A construção dessa malha é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do sul brasileiro”, comentou o presidente da empresa, Samuel Gomes, em entrevista exclusiva ao DCI.

Planejamento

Em relação à criação da Ferrovia da Integração do Sul S.A. (Ferrosul), com o propósito de planejar, construir e operar, sob controle público, ferrovias e sistemas logísticos nos quatro estados da região, conforme decisão do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), Gomes disse que já encaminhou à Assembleia Legislativa do Paraná o anteprojeto da constituição da nova empresa. “Estamos aguardando a decisão da Assembleia Legislativa para somente então começarmos a transformação da Ferroeste em Ferrosul.”

A participação de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no capital da Ferrosul precisará ser autorizada pelas Assembleias Legislativas e a gestão, a ser compartilhada pelos quatro estados, será assegurada por acordo de acionistas.

Os trechos ferroviários existentes e os direitos de concessão da Ferroeste passarão a ser de propriedade da Ferrosul. Segundo a posição dos governadores e dos presidentes das Assembleias Legislativas dos quatro estados do Codesul, as novas ferrovias de bitola larga que unirão a região às demais regiões do País deverão ser planejadas, construídas e operadas pela Ferrosul.

“Precisamos fortalecer as regiões do interior do Brasil que são produtoras de alimentos e que não contam com ferrovias, melhorando sua infraestrutura logística e sua integração com os demais modais de transporte. É o caso do sudoeste do Mato Grosso do Sul, do noroeste do Paraná, do sudoeste do Paraná, do oeste de Santa Catarina e do noroeste do Rio Grande do Sul”, afirmou Samuel Gomes.

Trechos

O presidente da empresa também comentou que, com a Ferrosul, serão criados aproximadamente 2.600 quilômetros de ferrovia, e para isso ele pretende obter aportes de até R$ 6 bilhões. “Este é um modelo vencedor, não temos de ficar privatizando tudo. Ao invés de o governo federal gastar o dobro com empresas privadas, ele gastará menos da metade com a Ferrosul, que terá a supervisão do Exército”, como frisou Gomes.

Serão construídos os trechos Maracaju-Cascavel, de 500 km; Guarapuava (PR)-Cascavel, de 250 km; Guarapuava-Paranaguá, 365 km; Cascavel-Foz do Iguaçu (PR), de 170 km; Chapecó (SC)- Rio Grande (RS), de 600 km; e, por fim, Dionisio Cerqueira-Itajaí, com 550 km.

Gomes relembrou que a dificuldade de conseguir aportes antes fez com que o Estado do Paraná arcasse com os custos da construção de duas ferrovias. “É impressionante a dificuldade de conseguir investimentos do governo federal. Para empresas privadas a história é diferente.”

Parceria

Em relação à participação do Exército na construção e na supervisão dos novos trechos da Ferroeste/Ferrosul, Gomes ressaltou que confia muito no trabalho do exército e que foram os militares que construíram o trecho de aproximadamente 250 km entre Guarapuava e Cascavel. “Com essa parceria asseguramos que as ferrovias construídas terão a melhor manutenção possível; queremos que o Exército se responsabilize de modo permanente pela conservação dos trechos novos. A participação do Exército na construção e na manutenção das ferrovias brasileiras é garantia de preços justos e de qualidade das obras. Acreditamos no profissionalismo e no patriotismo da engenharia militar brasileira”, comemorou Gomes.

O presidente da empresa esteve no lançamento do Plano Catarina, na última quarta-feira (1º), em Florianópolis (SC). O evento foi criado para posicionar melhor o estado no mercado turístico, e desenvolvido pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer (SOL) e pela Santa Catarina Turismo (Santur).

O repórter viajou a convite do evento

Novo projeto da estatal Ferroeste terá 625 quilômetros para ligar os dois maiores municípios produtores de soja do Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá, com investimento previsto de R$ 4 bilhões.

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