Sem caminhão na 4ª pista (MT)

Atacadão firma acordo com a SMTU se comprometendo a manter na avenida apenas um veículo por vez, na hora da descarga

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Após uma reunião com a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU), o supermercado Atacadão acatou a determinação de não estacionar caminhões na avenida XV de novembro. Ao contrário do que acontece há anos, ontem a pista amanheceu liberada para os condutores que transitam pela principal via de ligação entre Cuiabá e Várzea Grande. Até mesmo o cenário mudou para quem passa por ali.

Na sexta-feira, a reportagem do Diário flagrou 24 caminhões de grande porte estacionados pela calçada e em uma das quatro pistas que formam a avenida, atrapalhando o trânsito no espaço. A prática rotineira de desrespeito à legislação de trânsito, fazendo uso privado da via pública, causava irritação entre os motoristas.

Em pleno horário de pico, caminhoneiros interrompiam todo o fluxo das quatro pistas para fazer manobras e entrar na garagem do supermercado.

“Nos reunimos com eles ontem e aceitaram um acordo. Agora, estacionarão as carretas no terreno em frente a rua Tufik Affi. Um caminhão de cada vez irá até a XV de novembro no momento de entrar na garagem para fazer a descarga”, disse o secretário municipal de Trânsito e Transportes Urbanos, Edivá Alves.

O secretário afirmou que diversas empresas circulam com caminhões e carretas pela cidade em horários impróprios e param em locais proibidos por não existir uma legislação com sanções pesadas. “Eles ignoram nossas recomendações porque não temos condições estruturais de guinchar carretas, e porque a multa é baixa”, havia observado o secretário.

Os caminhoneiros que levam as cargas para o supermercado também reclamaram da desorganização do supermercado. Isso porque, em vez de agendar a data para que cada veículo realizasse a descarga das mercadorias, vários caminhões iam para o local e tinham de passar dias estacionados na avenida esperando em uma espécie de fila para fazer o descarregamento.

TUFIK AFFI – Durante a reunião que abordou a desocupação da avenida XV de novembro pelos caminhões que ficavam estacionados no trecho, o secretário também discutiu a interdição da rua Tufik Affi pelo Atacadão, que após uma polêmica transação, adquiriu a via pública por R$ 1,6 milhão pagos à prefeitura.

“A Tufik só será bloqueada para o uso privado depois que a via for deslocada. No acordo que fechamos com o Atacadão quando eles compraram a rua foi de que ela seria vendida desde que o supermercado se dispusesse a ceder um espaço no limite do terreno para a reconstrução da via pública”, garantiu Edivá.

O Ministério Público Estadual (MPE) moveu uma ação para anular a venda do espaço público, mas ainda não há decisão judicial no caso. Enquanto o processo tramita, o bem público continua sob posse da rede atacadista. No texto da ação, o promotor Gerson Barbosa pede a anulação da venda e que o Atacadão se abstenha de levar adiante qualquer obra no local. Além disso, a administração municipal deve tomar providência a fim de manter livre o acesso à rua.

A venda da rua Tufik Affi, popularmente conhecida como “Travessa do Cotovelo”, foi respaldada por um projeto de lei aprovado a toque de caixa na Câmara Municipal. Alguns vereadores disseram sequer lembrar do assunto ter sido colocado em pauta. A venda aconteceu por meio de um leilão, em que o supermercado Atacadão foi o único concorrente.

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