Terceirização da logística é tratada no 6º Encontro de Logística Têxtil

Evento reuniu cerca de 100 participantes e abordou também a questão do SPED e as Perspectivas para 2010

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O Clube da Logística Têxtil realizou, na sexta-feira, 13 de novembro, o 6º Encontro de Logística Têxtil em São Paulo (SP). Com o tema “Logística: a chave para vencermos a crise”, o evento reuniu empresários , diretores, executivos e demais profissionais das empresas dos setores têxtil, vestuário e de logística. Jair Lorenzetti, CEO e CIO da M5Têxtil, apresentou todas as etapas do processo de terceirização da logística do grupo, proprietário das marcas M.Officer, M.Officer Jeans, Miele e Carlos Miele.

Trata-se de um processo de BPO (Business Process outsourcing), que é a contratação de uma empresa especializada para a realização de uma atividade que não é o foco da contratante, visando aumentar a produtividade. “Trazer uma empresa cujo core é a logística, melhora os processos da cadeia logística, agregando um valor muito grade. Nosso projeto de terceirização visou desenvolver e implementar um processo voltado às necessidades da M5, seus clientes e fornecedores, proporcionando um nível de serviço com qualidade e custo adequados à realidade do mercado”, conta o executivo.

A parceria foi desenvolvida com a empresa Celote, que reservou uma área exclusiva para a M5 em seu Centro de Distribuição (CD), onde está instalada uma filial da marca. Atualmente, são 2 mil metros quadrados destinados à armazenagem  das peças da marca. Noventa e cinco por cento dos produtos são recebidos e mantidos em caixas, enquanto os demais 5% ficam em cabideiros. Lá, são contabilizadas a emissão de 3 mil notas fiscais por mês.

O SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) foi o fio condutor da palestra ministrada por Jack Blumen, gerente da Linx Serviços Digitais. “O SPED implica na adoção de novos processos que devem ser aderentes à legislação brasileira e economicamente viáveis”, explica o executivo.

As grandes empresas já se anteciparam e estão emitindo o Conhecimento de Transporte Eletrônico. A emissão das notas fiscais eletrônicas também já é uma realidade. Há outros processos envolvidos. “O ambiente do SPED integra toda a cadeia, desde o fornecedor, passando pela empresa de logística e transporte até o cliente final e, com o tempo, todas as empresas devem estar adequadas a ele”, afirma Blumen.

As “Perspectivas Econômicas 2009/2010” foram o tema tratado por Fernando Honorato Barbosa, coordenador do Depec-Bradesco. Segundo ele, “o mundo está crescendo de forma diferente. O eixo dinâmico está mudando. Hoje, está na Ásia, com a China, e na América Latina, principalmente com o Brasil”.

“Há que focar nos países emergentes. Quem irá puxar os crescimentos mundiais serão os países emergentes, pois lá há forte demanda”, conclui.

Por: Bruno Martins – Redação Portal Transporta Brasil

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