Expresso Jundiaí completa 50 anos de olho no futuro

Tradicional empresa de transporte de cargas fracionadas comemora meio século de fundação de olho no mercado logístico e na sustentabilidade de suas operações. Transportadora paulista é destaque em ações de responsabilidade social e ambiental e se prepara para o futuro com um arrojado plano de sucessão

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jundiai-selo-50O Expresso Jundiaí, tradicional empresa de transporte de cargas fracionadas com atuação nas regiões Sul e Sudeste, foi fundado em 1959 pelo pioneiro Domingos Panzan, integrante de uma família que trouxe grandes contribuições para o transporte de cargas no Brasil. No início, as operações do Expresso Jundiaí se resumiam à entrega de lenha na cidade onde foi fundada e, com a decadência da ferrovia e o florescimento da economia da região, a empresa iniciou o transporte entre São Paulo e Jundiaí de cargas com vinho, açúcar, cerâmica e ferro.

Trabalhador e empreendedor incansável, o Sr. Domingos Panzan passou o bastão para os filhos nos anos 1960 e desde então a empresa não parou mais de crescer. Hoje, o Expresso Jundiaí se orgulha de ser uma das empresas mais organizadas do setor, e aos 50 anos de idade, se prepara para o futuro ampliando suas operações e implementando um dos mais arrojados planos de sucessão do transporte brasileiro. Com 18 filiais e mais de 1.200 funcionários, a empresa faturou em 2008 a soma de R$ 168 milhões. Romeu Natal Panzan, diretor Administrativo do Expresso Jundiaí, recebeu a reportagem do Portal Transporta Brasil para uma entrevista exclusiva e contou um pouco da história de sucesso da empresa.

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“O legado que meu pai Domingos Panzan, fundador da empresa, nos deixou foi a determinação. A empresa começou fazendo o percurso entre Jundiaí e São Paulo e, quando eu e meus irmãos começamos a participar mais das decisões da empresa, vimos a necessidade de aumentar a atuação da transportadora, que fazia apenas o transporte para o comércio da cidade e alguns redespachos. Fomos criando formas de diferenciar a empresa no mercado, abrimos a primeira unidade no Rio de Janeiro em 1967 e com os serviços mais completos que estávamos oferecendo, as empresas de Jundiaí começaram a nos procurar. Foi aí que o mercado começou a se abrir para nós”, relata Panzan, sobre o início de tudo.

Sucessão familiar

Empresa familiar como a maioria das transportadoras brasileiras, o Expresso Jundiaí tem como uma de suas maiores preocupações a sustentabilidade dos negócios. Romeu Panzan conta que esta questão é tratada com muito critério na empresa, que contratou um executivo exclusivamente para cuidar da sucessão e garantir que a terceira geração da família esteja preparada para assumir as rédeas da empresa e prosperar por mais 50 anos. “Vimos muitas empresas de grande porte de nosso setor simplesmente desaparecerem por falta de cuidado com a sucessão. Ou você tem uma sucessão bem feita, se cercando de executivos que acreditam em seus ideais, como nós acreditamos nos ideais de nosso pai no começo, ou a empresa ficará fadada a desaparecer”, conta Romeu.

Superação

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Uma empresa com tanto tempo de mercado está acostumada a passar pelas turbulências da economia brasileira. Nesta crise mais recente, o Expresso Jundiaí pôde ter o privilégio de contar com sua organização e austeridade nos negócios para não ter que demitir sequer um funcionário e ainda terminar com projeção de crescimento. Em 2009, a empresa fechará o ano com um faturamento 4% maior do que 2008, que foi considerado pelos diretores um ano de grande euforia e aumento nas operações. “O ano passado foi muito especial para o Expresso Jundiaí. Tivemos recorde de faturamento e um excelente crescimento, fruto de um trabalho de antecipação aos resultados e muito planejamento. Como foi um ano de muita euforia, não sentimos o impacto da crise em setembro de 2008, como todo o mercado. A nossa meta de crescimento para o ano era ambiciosa. Com a crise, demos uma reduzida na meta, fizemos algumas determinações, seguramos os investimentos e procuramos fazer apenas o essencial. Fizemos questão de preservar o nosso quadro de funcionários e não demitimos uma pessoa sequer por causa da crise”, diz o diretor.

Em 2009, a empresa voltou a investir, renovou todo seu parque tecnológico e fez aquisições de frota e de equipamentos, em investimentos da ordem de R$ 8 milhões. Atento às necessidades do mercado, o Expresso Jundiaí se prepara para entrar de vez no mercado de operações logísticas. Segundo Romeu Panzan, a vinda de novos profissionais para os quadros da empresa permitiu a realização de mais esta etapa da empresa.

“Por algum tempo, achávamos que não estávamos preparados para fazer este tipo de serviço e, como o Expresso Jundiaí estava crescendo, decidimos que era o momento certo para entrar neste mercado. Nosso primeiro serviço logístico foi o de armazenagem, para atender um cliente. Apenas 15 anos depois decidimos fazer logística Vemos agora que este é o momento certo e estamos ampliando nossos serviços sem agredir o mercado”, relata Panzan.

Por: Leonardo Helou Doca de Andrade – Redação Portal Transporta Brasil

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