Volks irá “atacar” a liderança da Fiat em comerciais leves

A promessa foi feita ontem pelo presidente da Volks do Brasil, Thomas Schmall, em evento comemorativo aos 50 anos da fábrica da Anchieta (localizada em São Bernardo, Grande São Paulo)

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A Volkswagen do Brasil brigará em 2010 para tirar a Fiat da posição de liderança de vendas de comerciais leves no País, onde se encaixam desde picapes a modelos utilitários. A promessa foi feita ontem pelo presidente da Volks do Brasil, Thomas Schmall, em evento comemorativo aos 50 anos da fábrica da Anchieta (localizada em São Bernardo, Grande São Paulo), a primeira fábrica da companhia fora da Alemanha.

Para o desafio, a montadora conta com o lançamento neste ano da picape média Amarok, que começará a ser comercializada no primeiro trimestre de 2010. A Volks também lançou, neste ano, a Nova Saveiro, o que deve ajudar no aumento das vendas da companhia no segmento dos comerciais leves. “Iremos atacar a liderança da Fiat”, enfatizou Schmall. No acumulado do ano até setembro, a Fiat comercializou 85,2 mil comerciais leves, seguida da Volks, com 42,1 mil unidades, segundo dados da Anfavea.

A expectativa do grupo é que o Brasil seja em 2014 – ano que a empresa aguarda vender um milhão de unidades no País – o segundo maior mercado para a companhia, perdendo apenas para a gigante asiática China. Neste ano, se o fato se concretizar, o País passará a Alemanha, casa da Volkswagen.

Para as expectativas positivas tornarem-se realidade, um novo plano de investimentos para os próximos cinco anos está para ser anunciado. O próprio presidente da Volkswagen do Brasil já cantou por mais de uma vez o aporte que o Brasil receberá. Não revelou as cifras, mas disse que não será em uma nova planta e que o anúncio ocorrerá até o fim de novembro. “Estamos saindo da fase de negociação”, disse o presidente da Volks do Brasil. O local que receberá os investimentos também não foi informado. Além da fábrica na Via Anchieta, a Volks também está instalada em São José dos Pinhais (PR) , Taubaté (SP) e São Carlos (SP). Na última, a produção é de motores.

O último plano de investimentos da montadora no Brasil somou R$ 3,2 bilhões para o período de 2007 a 2011. O número, portanto, será alterado, pela necessidade de acelerar os aportes na região. Somente em 2009 serão ao todo 16 lançamentos (ainda faltam cinco para completar a lista). Para o ano que vem serão dez. Podendo ser mais, segundo Thomas Schmall. Em 2009, a produção da montadora no Brasil será de 800 mil veículos.

Durante toda esta semana, executivos do grupo estão em visita a São Bernardo do Campo, tanto para o aniversário da unidade paulista, quanto para reuniões sobre o futuro das operações da montadora no País.

“O Brasil será a base da liderança na América do Sul”, disse Francisco Javier Garcia Sanz, membro do Board do Grupo Volkswagen responsável por Compras e pela América do Sul. A projeção da montadora é que a indústria automobilística brasileira cresça cerca de 38% até 2014. “E nosso objetivo é crescer de 1% a 2% acima da indústria”, disse o executivo do Grupo Volkswagen.

O crescimento da ordem de 4% a 5% anuais anotado pelo Grupo no Brasil será, ainda, importante para o objetivo da companhia, que é desbancar a japonesa Toyota da liderança mundial do setor automotivo. “A estratégia do Grupo é para ser a número um antes de 2018”, afirmou Garcia Sanz.

Sobre os investimentos, Garcia Sanz lembrou que a montadora levará em conta a competitividade do Brasil, além dos acordos com os sindicatos da categoria e preço de matéria-prima.

Fiat

O desempenho do mercado brasileiro e as boas projeções para 2010 não foram suficientes para segurar um resultado mundial positivo da italiana Fiat.

No terceiro trimestre do ano a montadora anotou queda de 94,6% em seu lucro contra o mesmo período de 2008 e ficou em US$ 37,3 milhões.

Na comparação com o segundo trimestre o desempenho registrado foi positivo. Entre abril e junho deste ano a empresa perdeu US$ 267 milhões (no câmbio atual). Já no acumulado dos primeiros nove meses deste ano a Fiat teve perdas líquidas de US$ 843 milhões. (Fernanda Guimarães-DCI)

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