Terminal de cargas deve ser entregue em agosto de 2010

As obras no terminal intermodal ficaram paralisadas por cerca de 10 meses, por determinação do TCU (Tribunal de Contas da União). Com isso, foi suspenso o pagamento de R$ 2.356.040,40 à empresa CGR Engenharia, que executa o serviço

Carga tributária subiu para 37,58% do PIB em 2008, indica estudo da CNM
ANTT libera cobrança de pedágio em 5 rodovias federais
Projeto susta resolução do Contran sobre registro de multas

O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), assinou esta manhã a ordem para reinício das obras do TIC (Terminal Intermodal de Cargas), prometendo entregar o empreendimento em agosto de 2010.

“Queremos entregar a obra no aniversário de Campo Grande”, declarou.

As obras no terminal intermodal ficaram paralisadas por cerca de 10 meses, por determinação do TCU (Tribunal de Contas da União). Com isso, foi suspenso o pagamento de R$ 2.356.040,40 à empresa CGR Engenharia, que executa o serviço.

Na prática, o TCU constatou indícios de sobrepreço no orçamento da obra, ou seja, incompatíveis com os valores de mercado. O empreendimento, que é uma parceria entre prefeitura e governo federal, é orçada em R$ 40 milhões.

Somente no mês passado, a prefeitura conseguiu a liberação para prosseguir com projeto.

Segundo o secretário municipal de Obras, João Antônio De Marco, afirmou que somente 15% do empreendimento estão concluídos.

O terminal está sendo construído em uma área de 65 hectares, às margens do anel rodoviário, que fica entre as saídas de São Paulo e Sidrolândia.

Para começar a funcionar, será necessária a construção de 6,5 quilômetros de pavimentação, 2,3 quilômetros de ramal ferroviário, 700 metros de drenagem (galerias), 2,5 quilômetros de rede elétrica, 2,5 quilômetros de rede de água e 5,2 quilômetros de rede de esgoto. O local contará ainda com 290 vagas de estacionamento.

O prefeito informou ainda que estão sendo realizados workshops para definir com industriários e pessoas ligadas ao setor de comércio, o melhor modelo de administração.

Nelsinho também destacou que a obra trará à cidade novas opções econômicas, fugindo um pouco do binômio “soja-boi”.

“Não estou desmerecendo o setor do agronegócio, mas não podemos ficar calçados somente nisso”, enfatizou, lembrando que na época em que o Estado foi atingido pela Aftosa, o setor ficou totalmente desestabilizado.

Utilidade – A logística de transportes do Terminal Intermodal de Cargas permite a conexão com a hidrovia Paraná-Paraguai, em Corumbá, e com a hidrovia Tietê-Paraná, em Três Lagoas.

Ele deve reduzir sensivelmente os custos operacionais, encurtar o percurso dos veículos que antes precisavam ir até o centro da cidade, racionalizar os serviços de coleta e entrega de mercadorias e reduzir os percursos vazios à procura de carga de retorno.

Também deve reduzir o tempo de espera para carregamento e descarregamento, diminuir o tráfego de caminhões pelo centro da cidade e reduzir o número de depósitos e terminais de empresas, que também ficam na área urbana.

O risco de acidentes também deve cair sensivelmente com a construção do terminal, segundo o prefeito Nelsinho Trad.

O empreendimento deve ainda proporcionar queda no custo de armazenamento de mercadorias impostadas ou prontas para serem exportadas. No local, estarão reunidas Receita Federal, Vigilância Sanitária, Ministério da Agricultura e rede bancária, para agilizar o processo de desembaraço das mercadorias.

O Centro Logístico Industrial Aduaneiro é em média 50% mais barato que os portos e aeroportos, com a vantagem de que os produtos podem permanecer armazenados por um longo tempo, sem o pagamento de impostos. Nos portos e aeroportos, este período não ultrapassa 120 dias.

COMMENTS