Oeste pode ganhar nova estrada

Reativação da Estrada Velha de Guarapuava ligará Foz a Céu Azul, passando por Serranópolis do Iguaçu, isolada após o fechamento da Estrada do Colono

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Por muito tempo usada como única via de acesso entre a fronteira e o restante do estado, a Estrada Velha de Guarapuava pode voltar a servir parte dos municípios vizinhos ao Parque Nacional do Iguaçu (PNI), em especial os localizados entre Foz do Iguaçu e Céu Azul, no Oeste do estado, distantes cerca de 90 quilômetros. Uma proposta encampada pela Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo-Oeste do Paraná (Adeop) pretende reativar o trecho rodoviá­rio histórico da região.

A nova rodovia, que vem sendo chamada de Estrada Beira-Parque, será asfaltada e aberta paralelamente à BR-277, aproveitando o traçado da antiga estrada que margeia a reserva. Além de unir os mu­­nicípios, é a aposta de uma importante alternativa de ligação entre Serranópolis do Iguaçu e as demais regiões do Paraná. Porta de entrada da antiga Estrada do Colono – fechada desde 2001, cortava o parque do Oeste ao Sudoeste –, a cidade ficou isolada entre a unidade de conservação e Medianeira.
Para sair do papel, o projeto precisa fazer parte do Plano Diretor – relatório com mapeamento e planejamento urbano para dez anos exigido pelo Ministério das Cidades para municípios com mais de 20 mil habitantes – e ser aprovado nas câmaras municipais dos dez municípios envolvidos. Segundo o secretário-executivo da Adeop, Elsídio Cavalcante, nas três audiências públicas para a discussão do Plano Diretor, como determina a lei, uma alternativa ao isolamento foi a maior reivindicação.

Cavalcante destaca que há oito anos Serranópolis do Iguaçu vem sofrendo um problema grave de acessibilidade. “Muitos trechos estão impraticáveis, apesar de serem bastante usados pelos agricultores que mantêm propriedades na região.” Isolada, avalia, a cidade tende a se estagnar economicamente, correndo sério risco de desaparecer do mapa. Muitos, para ter melhores oportunidades de trabalho, acabaram indo embora, o que aconteceu nos últimos oito anos com pelo menos 20% da população, hoje estimada em pouco mais de 4,3 mil habitantes.

Recursos

A segunda etapa será a de levantamento de recursos públicos junto aos governos estadual e fe­­deral. “Queremos com isso ga­­ran­­tir alternativas de desenvolvi­­mento para a região”, justificou Cavalcante, lembrando que a via carrega um importante potencial histórico a ser explorado tu­­risticamente. “Mais que a ligação entre os municípios do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, ao longo da rodovia poderão ser instalados portais de acesso à reserva, ampliando ainda mais as opções e atrativos da região.”

Contemplada pelo Programa de Turismo Sustentável no En­­torno do PNI, assinado pelo Ibama, a ideia para a recuperação da estrada nasceu há cerca de três anos, mas esbarrou na falta de recursos. Con­­forme o diretor da reserva, Jor­­ge Pegoraro, fora a questão fi­­nan­­ceira não há nenhum empecilho ao projeto, orçado inicialmente em R$ 9 milhões. “De baixo im­­pacto ambiental, seria uma opção de desenvolvimento às comunidades vizinhas ao parque, com mi­­rantes e espaços para a venda de produtos orgânicos e artesanais, e de incentivo ao turismo rural.”

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