BR-116: região quer implantação de 3ª faixa para desafogar rodovia

Iniciativa foi defendida em seminário realizado ano passado em Canoas através de um Comitê

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O fluxo de veículos na BR-116, trecho de Porto Alegre a Novo Hamburgo, precisa fluir. E fluir cada vez mais rapidamente. É uma das formas de evitar que o trânsito na região metropolitana entre em colapso. O assunto levanta uma questão: o que pode ser feito para que os veículos percorram o trecho sem contratempos?

Dentre as importantes obras pensadas para transformar a BR-116 numa via expressa, especialistas apontam a necessidade de uma terceira faixa de tráfego
em ambos os sentidos. E também que se evite pôr em prática ideias que limitem o trânsito, como redutores de velocidade de 40 ou 60 km/h numa região em que o normal já é andar abaixo do que a lei permite.

A terceira faixa foi defendida em seminário realizado ano passado em Canoas pelo Comitê de Acompanhamento das Obras de Infraestrutura Viária da Região Metropolitana daAssembleia Legislativa. Hoje a BR-116 possui duas faixas de tráfego na pista sentido interior–capital e mais duas no inverso.A adição de mais uma em ambas é o que se denomina a terceira faixa, ficando três em cada direção.

O engenheiro civil especialista emTransportes Mauri Panitz considera a medida válida para aumentar a capacidade e, em decorrência, a velocidade na rodovia para até 100 km/h. Mas é preciso de espaço. “Uma terceira faixa auxiliaria muito, mas não há muito espaço para implantação, a não ser que os acostamentos fossem sacrificados.”

O coordenador do grupo de Logística da Agenda RS 2020, Sérgio Coelho, busca a concretização da terceira faixa, pelo menos no trecho entre a BR-290 e a BR- 386. Coelho classifica a situação de caótica. “Temos uma grande boa notícia com início das obras da BR-448. Mas até lá, precisamos muito da 116. Então estamos
pleiteando a incorporação da terceira faixa, se não der em todo trecho metropolitano, que seja ao menos em Canoas.’’ Mas deixa claro: sem suprimir o acostamento.

O professor de Transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) João Albano Fortini destaca que para aumentar a velocidade da BR-116 para patamares hoje somente praticados na free way, a terceira faixa é fundamental. “Mas não se pode fazer sem acostamento. O acostamento é feito para dar segurança ao usuário em casos de emergência.”

O superintendente-substituto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado, engenheiro Pedro Gomes, assegura que o órgão está empenhado em melhorar a BR- 116. Ele prevê que o estudo sobre a terceira faixa e a construção de ruas laterais, também importante para desafogar a via, serão concluídos até dezembro e que, no começo de 2010, seja lançada a licitação para execução das obras.

A Agenda 2020, movimento que reúne a sociedade civil organizada do Estado, não se satisfaz apenas com a terceira faixa na BR-116. O coordenador do grupo de Logística da Agenda, Sérgio Coelho, defende também a readequação da Avenida Guilherme Schell, em Canoas, de forma a atender melhor ao tráfego excedente gerado durante congestionamentos na BR-116.

O coordenador acredita que o panorama no trânsito metropolitano só irá mudar com uma “coalizão de esforços”. O engenheiro Mauri Panitz também defende outra alternativa: as ruas laterais. “A BR-116 necessita de obras para aumento de capacidade, eliminação de cruzamentos. A conclusão das obras das ruas laterais é possivelmentea solução mais imediata para acabar com os congestionamentos que, cada vez mais, aumentarão até que o caos se instale na rodovia antes que a BR-448 seja concluída”, explica. (Gabriel Guedes/Da Redação Diário de Canoas – RS)

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