Vale e ALL veem mais espaço para combustíveis em ferrovias

A América Latina Logística (ALL), por exemplo, projeta um crescimento de 14% do mercado interno, para este segmento, até o final deste ano

Airbus adia contrato por mais um ano
Azul antecipa estréia para dezembro
Grupo Volvo demite 1.543 na Suécia

As empresas especializadas em logística ferroviária observam uma expansão da movimentação de combustíveis e etanol, entre outros granéis líquidos, nas ferrovias, apesar da forte presença destas cargas no modal rodoviário. A América Latina Logística (ALL), por exemplo, projeta um crescimento de 14% do mercado interno, para este segmento, até o final deste ano.

Presente em seis estados brasileiros, divididos entre as Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a companhia vê em sua malha de trilhos norte a possibilidade de um incremento ainda maior. “No mercado interno, em estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo, o aumento pode chegar a 30% na comparação com o ano passado”, comentou com o DCI Bruno Ometto, coordenador comercial da Unidade de Líquidos da ALL.

Dona de uma frota de 31 mil vagões, a frota total de vagões- -tanque da empresa soma 3,2 mil unidades, as quais devem receber um reforço até 2010. “Serão recuperados 100 vagões para operações na malha norte. Metade será entregue este ano, e a outra parte, em 2010”, contabilizou Ometto.

A logística de combustíveis da ALL se origina nas refinarias da Região Sul do País, com destino a áreas de consumo nos estados de MT, MS, SP, PR e RS, no caso de derivados claros, e origem em São Paulo, com destino ao sul, no caso do álcool. Entre os clientes ALL do setor de granéis líquidos, estão empresas como Petrobras, Shell, Ipiranga, Esso e Copersucar. Para se ter uma idéia, no transporte de etanol, cerca de 90% das operações atendem ao mercado interno – em 2009 esse volume pode ultrapassar 2,3 milhões de metros cúbicos. A ALL também atua na logística de óleo vegetal, em parceria com empresas como Bunge, Cargill, Dreyfus e Imcopa, escoando produtos para os Portos de Paranguá, São Francisco, Santos e Rio Grande.

Sistema Norte

Outra que também vê avançarem as operações com combustíveis é a Vale Logística, que no sistema ferroviário norte, transporta 750 mil toneladas de gasolina e diesel, atendendo clientes como a Shell e a Petrobras – para a própria Vale são 200 mil as toneladas movimentadas. No segundo semestre de 2010, a Vale tem planos de iniciar o transporte de álcool.

Hoje a frota para atender o segmento de líquidos é de 130 vagões na malha norte, mas esse número deve aumentar. “Entrarão mais 25 vagões nessa frota”, contou Igor Figueiredo, gerente de Contas de Combustível da Vale. O sistema norte da malha da Vale é composto pela Estrada de Ferro dos Carajás e pela Ferrovia Norte-Sul, atualmente em expansão.

Entre o graneis líquidos, o etanol ganha destaque na matriz logística do País – o calculo é de que até 2017 a produção mundial avance mais de 150%. Por enquanto, a logística do produto está concentrada nas estradas e ferrovias, mas logo os operadores logísticos terão de dividir uma boa fatia desse bolo com os dutos.

A CentroSul Transportadora, do Grupo Brenco, tem projeto de um duto de R$ 2,7 bilhões. “Essa modalidade é mais barata, mas todos os modais terão seu espaço no futuro”, disse Moacir Mediolaro, diretor da CentroSul, durante o Fórum de Etanol Ietha, que discutiu, ontem, a logística do produto. (Fabíola Binas-DCI)

Veja matéria original

COMMENTS