Solução para escoamento de ‘pesados’ está paralisada

Do total de 39,7 quilômetros de extensão, dez já foram pavimentados, mas tudo ainda, inacabado

Frete baixo ainda não remunera custos
OceanAir é a mais pontual segundo Anac
Modelo para aeroportos sairá até junho de 2009

Apontado como solução para o problema do tráfego pesado em Cuiabá, o rodoanel Contorno Norte-Sul está com as obras da primeira etapa paradas. Do total de 39,7 quilômetros de extensão, dez já foram pavimentados, mas tudo ainda, inacabado.

O rodoanel é fruto de um convênio entre o governo federal e a prefeitura de Cuiabá, que é responsável pelo gerenciamento do contrato. A execução das obras está sob responsabilidade da construtora mato-grossense Conspavi, empreiteira que também tocava os trabalhos do Programa de Aceleração do Crescimento na cidade.

Na semana passada a reportagem percorreu os dois trechos que já receberam massa asfáltica. Ambos, especialmente entre a estrada da Antártica (região do Sucuri) e a rodovia Helder Cândia (da Guia), que têm 5,6 quilômetros, há um expressivo movimento de veículos, especialmente de caminhões.

Um detalhe é que nas proximidades da Antártica existe um pedaço de aproximadamente 100 metros de terra, onde o tráfego dos veículos pesados levanta um “poeirão”. Problema que já causou acidentes graves, segundo o funcionário público Antônio Carlos de Arruda, que mora na região. “O motorista não viu o caminhão por causa da poeira”, comentou. “Se você for ao local às 14 horas vai ver como é grande o movimento de carros nesse horário, na rodovia”, sugeriu.

Situação parecida ocorre no segundo trecho pavimentado, que vai da estrada da Guia até a rodovia Emanuel Pinheiro (que liga a Capital a Chapada dos Guimarães), onde nem mesmo as barreiras de terra conseguiram impedir o tráfego de veículos de passeio.

PROJETO – Da altura da estrada da Antártica, o rodoanel inicia uma trajetória que corta a estrada de acesso ao Distrito da Guia, segue em direção a Emanuel Pinheiro, próximo do quilômetro cinco. Neste local, somente uma placa de lançamento dá sinais de que a avenida terá continuidade em direção a região sul. Sempre em paralelo com o perímetro urbano, mas com todo o asfalto na área rural, a nova pista seguirá a trajetória do rio Coxipó, por onde passará um ponte de concreto com 100 metros de extensão e 12,4 metros de largura.

Do Coxipó, a estrada segue até as BRs 163/364, na altura do restaurante Sinuelo. A nova pista deverá ter mais 12 quilômetros em Várzea Grande. Além disso, ela terá sete metros de largura, duas pistas e acostamentos de 1,5 metro de cada lado.

O secretário municipal de Infra-Estrutura, Josué de Souza, informou que precisa dos projetos de duplicação das avenidas Helder Cândia e Emanuel Pinheiro para que possa dar continuidade às obras do rodoanel. “É necessário para que possamos definir as rotatórias que serão construídas nessas estradas”, esclareceu. Segundo Souza, o projeto foi solicitado ao governo do Estado há dois meses. “Não tenho informação que chegou. Vou verificar e se não chegou, faremos o encaminhamento novamente”, disse.

Souza garantiu que não tinha conhecimento que, mesmo inacabada, a via estava sendo utilizada e que solicitaria a empreiteira responsável para que providenciasse seu isolamento novamente. A expectativa é que o trecho já pavimentado seja concluído até o fim deste ano. Mas, Souza preferiu não determinar um prazo para a conclusão total do rodoanel, que inicialmente estava previsto para 2010. A obra está avaliada em aproximadamente R$ 42 milhões.

A reportagem procurou o Dnit para tratar o assunto, mas não obteve resposta. (JOANICE DE DEUS-Da Reportagem Diário de Cuiabá)

Veja matéria original

COMMENTS