Preço cai para R$ 2,07

Mesmo havendo sinalização de baixa que pode se espalhar pelo mercado, via concorrência, Mato Grosso tem o 3° maior preço do Brasil

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Depois de pagar até R$ 2,39 pelo preço do litro do óleo diesel no primeiro trimestre do ano, o consumidor da Grande Cuiabá já pode encontrar o produto por R$ 2,07 em alguns postos, redução de 13,40%. Na maioria das revendas, contudo, o diesel ainda é vendido por preços médios de R$ 2,17 após a redução de 9% anunciada pela União, no mês de julho.

Mesmo com a sinalização de baixa, o combustível comercializado em Mato Grosso segue como o 3° mais caro do Brasil, já que pela pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o valor médio em vigor no Estado é de R$ 2,25, perdendo apenas para Roraima (R$ 2,39) e Acre (R$ 2,32). A disparidade é ainda maior quando comparado com o valor médio do Brasil, R$ 1,98.

Em Cuiabá e Várzea Grande, pelo menos dois postos estão adotando R$ 2,07 na bomba, forçando a baixa em outros postos. No posto Novo Ipê, na Avenida Mário Andreazza, os preços estão estagnados em R$ 2,07 desde a semana passada. Um funcionário explicou que a redução é “proporcional” à baixa repassada pela distribuidora.

A expectativa inicial dos consumidores, após a redução anunciada pela Petrobras, era de que os preços caíssem, em todos os postos, para R$ 2,15, na média, seguindo o mesmo percentual de queda à Petrobras (9%).

Entretanto, muitos postos estão vendendo o combustível por até R$ 2,29, valor 10,60% acima do que vigora atualmente, R$ 2,07.

Gerentes de postos alegam que os preços são fixados de acordo com a planilha das distribuidoras. “Só podemos baixar se a Companhia nos repassar a diferença”, afirmou Moacyr Gonçalves. A Petrobras faz o reajuste do diesel de acordo com a variação do preço do barril do petróleo.

AGRICULTURA – Em algumas regiões do Estado, os preços caíram de R$ 2,38 para R$ 2,21, podendo gerar economia de R$ 113 milhões para os agricultores na safra 09/10. Os gastos com diesel somente nas lavouras de soja, algodão e milho, somente dentro da fazenda, devem cair de R$ 828 milhões para R$ 770 milhões, economia de R$ 58 milhões caso os preços do combustível sejam mantidos neste patamar.

Em Mato Grosso, 70% do consumo de diesel pertencem à agricultura, com algodão, milho e soja demandando um volume de 348 milhões de litros na atual safra. Esses valores referem-se apenas às despesas operacionais dentro da lavoura. Já o consumo total de diesel para movimentar a agricultura será de 475 milhões de litros de diesel, o equivalente a R$ 1,05 bilhão.

ÁLCOOL – O preço do álcool hidratado manteve a cotação média de R$ 1,18 na maioria dos postos. Algumas revendas, contudo, vendem o produto por até R$ 2,13, caso dos postos Papito e Novo Ipê. Na maioria dos postos, os preços despencaram para patamares entre R$ 1,17 a 1,19. Algumas revendas, entretanto, continuaram adotando valores acima de R$ 1,20.

Até mesmo postos “bandeirados” decidiram acompanhar as promoções do mercado. “Não podemos ficar distantes dos preços atuais”, afirmou o gerente de um estabelecimento que leva a marca Petrobras. “Se os postos decidem baixar, temos de acompanhar este movimento para não perder vendas”. Na avaliação dos postos, a oscilação de preços deve continuar por conta da safra de cana-de-açúcar, cujo encerramento está previsto para novembro.

GASOLINA – Os preços da gasolina também tiveram declínio esta semana, com o litro caindo para até R$ 2,53 em alguns postos depois de chegar a R$ 2,76 no começo do ano e R$ 2,65 no mês passado, preço ainda em vigor em algumas revendas. Comparando-se os preços de hoje (R$ 2,53) com os de R$ 2,76, a redução foi de 8,33%. (MARCONDES MACIEL-Da Reportagem Diário de Cuiabá)

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