Montadoras também devem reajustar preço

Apesar de não terem feito o comunicado oficialmente, as montadoras devem elevar seus preços em breve

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O reajuste no valor do carro novo a partir de outubro pode ser maior do que o esperado pelos clientes. Apesar de não terem feito o comunicado oficialmente, as montadoras devem elevar seus preços em breve. Em conversa reservada com a reportagem do Jornal do Commercio, concessionários falam em aumento médio de 1% mais o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A explicação dos revendedores para o reajuste seria o fim do acordo entre fabricantes e o governo de segurar os preços dos automóveis e os postos de trabalho enquanto houvesse o desconto no IPI. Outro fator é o aumento de insumos como o aço e outras matérias-primas.

Já em relação ao fim do subsídio no IPI concedido pelo governo federal, a mudança será gradual. Em vigor desde dezembro do ano passado, inicialmente teria validade por três meses, mas foi prorrogado por mais seis, com prazo de vencimento em 30 de setembro. Depois o imposto será reduzido de forma gradual e prossegue até dezembro.

Cobranças – O corte no imposto dos veículos chegou de maneira diferente, variando de acordo com a motorização de cada carro. Automóveis 1.0 tiveram a alíquota de IPI reduzida de 7% para zero. Os veículos flex com motor de 1.000 a 2.000 cilindradas tiveram a desoneração de 11% para 5,5%.

A partir de 1º de outubro a alíquota começa a subir. No caso dos modelos populares, o repasse seria respectivamente de 1,5% no primeiro, para 3% em novembro, 5% em dezembro e 7%, a partir de janeiro de 2010.

Para os automóveis de motor entre 1.000 cilindradas e 2.000 a regra é a seguinte: sobe de 5,5% para 6,5% no primeiro mês. Em novembro, salta para 7,5%. Pula para 9%, em dezembro e volta aos 11% em janeiro do próximo ano.

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