Frente Parlamentar de Logística participa de audiência pública e apóia projeto da Ferroeste

A Frente Parlamentar está apoiando a iniciativa da Ferroeste, explica o deputado, porque a empresa tem uma “visão estratégica de ser não apenas uma ferrovia do Paraná, mas do Sul do país e até do Cone Sul”

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O deputado federal Homero Pereira (MS), presidente da Frente Parlamentar de Logística, Transporte e Armazenagem (Frenlog), que reúne 307 deputados federais e 25 senadores, disse nesta semana, em Brasília, estar apoiando a iniciativa da Ferroeste que, hoje (11), realiza a primeira audiência pública, em São Jorge do Oeste, para a apresentação do Estudo de Viabilidade Técnico-econômica e Ambiental (1a fase) do ramal ferroviário que ligará o Paraná e o Oeste catarinense. A linha férrea conectará as regiões do Cantuquiriguaçu e Sudoeste paranaense a Chapecó (SC).

A Frente Parlamentar está apoiando a iniciativa da Ferroeste, explica o deputado, porque a empresa tem uma “visão estratégica de ser não apenas uma ferrovia do Paraná, mas do Sul do país e até do Cone Sul”. O parlamentar ressalta que ampliar a área de influência da ferrovia, com novos ramais, para Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Paraguai é uma “decisão estratégica que viabilizará e aumentará a competitividade de toda a produção dessa região que é um grande celeiro de alimentos do país”.

O presidente da Frenlog lembra que o custo de produção de grãos no país é liderado pelo frete. “Estamos nos articulando para reduzir o custo Brasil”, disse ele, “estimulando o transporte multimodal para encurtar as distâncias”. Por isso, acrescentou: “Quero parabenizar a iniciativa do governador Roberto Requião com esse conceito logístico que a Ferroeste está desenvolvendo. É uma empresa estatal com ritmo de empresa da iniciativa privada”.

“Considero a criação da Frenlog a melhor iniciativa do Congresso Nacional para o desenvolvimento social e econômico e social do Brasil nos anos recentes. Através dela, é possível promover um deslocamento importante na correlação de forças políticas no País em favor dos produtores do campo e da cidade. O seu apoio a uma revisão do modelo privatista perverso que monopoliza as ferrovias brasileiras em prejuízo da produção, é uma atitude que merece o apoio da nação brasileira¨, disse o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes.

SANTA CATARINA – O coordenador da Frenlog na região Sul, deputado federal Celso Maldaner (SC), que deve representar a entidade na audiência pública, em São Jorge do Oeste, considera que “o projeto da Ferroeste é extremamente viável. Promove a integração dos Estados do Sul e facilita o desenvolvimento de toda a região”. Para Maldaner, “os custos da produção serão reduzidos e com isso aumentaremos nossa competitividade e presença internacional”. Segundo ele, com a Ferroeste, o agronegócio catarinense “deve dar um salto de qualidade” Maldaner afirmou que a Ferroeste “uma das prioridades”de seu mandato de deputado federal.

O secretário executivo da Frenlog, Helcio Botelho disse que a Frente pretende “rabalhar para a implementação dos ramais da Ferroeste” Segundo ele, o projeto que está sendo desenvolvido pela Ferroeste pode servir de modelo para outras regiões do país. De acordo com Botelho, a maneira como as privatizações foram feitas no passado deixaram o sistema ferroviário “ragilizado”

O modelo público da Ferroeste, disse Botelho, atende não só os anseios empresariais, dos produtores e exportadores, como também o interesse social. “Não é o que a gente costuma ver em outras ferrovias, onde existe um cartel instituído” afirmou. A Frenlog, adiantou, pretende levar o exemplo da Ferroeste para a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. Segundo o secretário executivo da Frente Parlamentar, qualquer iniciativa, como a da Ferroeste, feita com sensibilidade social, e que atenda os produtores da região Sul e Centro-Oeste, deve ser incentivada.

O objetivo da audiência pública, a primeira de uma série, é aperfeiçoar o estudo de viabilidade, colhendo críticas e sugestões da sociedade organizada, prefeituras, câmaras de vereadores, órgãos técnicos, empresas, cooperativas e municípios das regiões por onde a ferrovia vai passar.

O estudo técnico, econômico e sócio-ambiental prévio da viabilidade do ramal, elaborado pelo Lactec (Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento), confirmou o grande volume de cargas que será transportado pela ferrovia. O levantamento concluiu que o novo ramal poderá transportar até seis milhões de toneladas por ano. Com esse volume de movimentação de cargas, de acordo com o estudo, fica garantida a viabilidade econômica do novo ramal.

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