Cresce mercado de condomínios para as empresas

A principal característica dessas estruturas é o compartilhamento - semelhante a um condomínio residencial, onde as despesas de segurança e do uso de áreas comuns são rateadas pelos moradores

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A procura por áreas de armazenagem bem localizadas, mais seguras e com custos de manutenção mais baixos, faz crescer o mercado da construção de condomínios logísticos. De olho no sucesso deste novo nicho de negócio, as construtoras e incorporadoras não poupam esforços para desenvolver projetos que atendam às necessidades dos potenciais clientes. A principal característica dessas estruturas é o compartilhamento – semelhante a um condomínio residencial, onde as despesas de segurança e do uso de áreas comuns são rateadas pelos moradores.

Segundo Marcos Montandon, gerente comercial da consultoria CB Richard Ellis, uma das principais consultorias de imóveis comerciais do País, o mercado de condomínios logísticos começou a se desenvolver no Brasil há dez anos, mas timidamente. Somente nos últimos cinco anos esse tipo de construção ganhou impulso, devido ao aumento da produção industrial e logística e à participação de investidores estrangeiros no segmento. Segundo Montandon, na Grande São Paulo (SP) e em Campinas (SP), o estoque de condomínios logísticos é de 3 milhões de m2 e o percentual de imóveis vagos é de 7%. O mercado da Região de Porto Alegre é bem menor. O estoque total de condomínios logísticos e industriais é de 1,4 milhões de m2.

De acordo com o professor e consultor de logística, Carlos Menchik, o Rio Grande do Sul há anos sofre com a falta de armazéns novos. E o que é pior, os poucos que existem, na maioria, são armazéns com mais de 15 anos de construção, projetados sem a preocupação atual com produtividade das operações, que primam pela velocidade e capacidade de manipulação dos produtos utilizando o mínimo possível de recursos.

Armazéns competitivos, hoje, devem ser estruturados considerando vários pré-requisitos. Um dos aspectos que não podem ser esquecidos na hora da construção, refere-se aos cuidados com a sustentabilidade. “Uma estrutura de armazenagem construída com a preocupação com o ambiente deve aproveitar a luz natural para economizar energia, coletar água da chuva em cisternas para garantir parte do consumo do prédio e com uma oportuna redução no custo”, diz Menchik.

Quanto ao aspecto operacional, as estruturas voltadas para operações logísticas devem conter outras características. Redução no número de colunas internas para maximizar o aproveitamento da área; pé direito alto, em torno de 13 metros a fim de garantir a possibilidade de verticalização da mercadoria à medida que houver necessidade de expansão. Além disso, também precisa permitir a flexibilidade no carregamento das mercadorias, através da implementação de docas apropriadas para a carga e descarga de veículos sider e baús, assim como veículos leves. “Estes são fatores preponderantes para operações que necessitem de custos enxutos de um lado, porém com muita flexibilidade para aderir a mudanças no perfil da demanda”, afirma Menchik.

Percebendo esta necessidade e utilizando como referência os condomínios já existentes em São Paulo, criou-se no estado um nicho de mercado a ser explorado por investidores – o mercado dos condomínios logísticos. “Além de oferecerem ótimas instalações prediais pensadas de forma a oferecer o melhor em termos operacionais, também ofertam uma estrutura de segurança patrimonial e vigilância que normalmente são muito caros quando cotados de forma individual, porém, factíveis quando na forma de condomínio, pois o custo é rateado entre todos os condôminos”, explica Menchik. Há ainda todo o suporte logístico como empilhadeiras, paletes racks, embalagens que também podem ser compartilhados, assim como toda a infraestrutura comum, como restaurantes, salas de reuniões, auditórios para palestras e ambientes para descanso dos motoristas. “Para operações de pequeno e médio porte esta solução oferece um custo-benefício ótimo para quem compra áreas em condomínios e um retorno para o investidor”, garante Menchik.

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