Brasil prevê para março obra da 2.ª ponte em Foz

Local exato da nova edificação que ligará Brasil ao Paraguai está definido. Construção deve levar dois anos

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Esperada há cerca de 20 anos, a construção da segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai sobre o Rio Paraná deve ter início em seis meses. Com conclusão em até dois anos, a estrutura apenas rodoviária será edificada próxima ao Marco das Três Fron­­­teiras e, via terrestre, será vinculada à rodovia de acesso à Argentina pela Ponte Tancredo Neves. A obra orçada há cinco anos em R$ 195 milhões será toda financiada com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. A execução ainda precisa ser licitada.

Responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo ao custo de quase R$ 3,2 mi­­lhões, a carioca Vetec En­­genharia apresentará uma ponte estaiada (suspensa por cabos) – como a Ponte Octavio Frias de Oliveira, na marginal Pinheiros, em São Paulo –, com 720 metros de comprimento. O projeto contempla ainda a análise técnica das vias de acesso pelo lado brasileiro, em Foz do Iguaçu. Na margem paraguaia do Rio Paraná, em Presidente Franco, o estudo contará com a cooperação do Banco Intera­mericano de Desenvolvimento (BID).

Segundo o supervisor local do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), engenheiro Vicente Veríssimo Júnior, a escolha de onde será instalada a ponte teve como principal motivador o projeto de construção da Peri­metral Leste, via de quase 15 quilômetros por onde será desviado o tráfego de veículos pesados do centro da cidade, desde a fronteira com a Argentina até a BR-277, já na saída para Cas­ca­vel. A nova estrutura terá papel fundamental na solução do trânsito caótico na região da Ponte da Amizade, entre Foz e Ciudad del Este.

Como prevê o Contrato 411/2009, assinado no final de agosto, a Vetec Engenharia tem ainda até o dia 28 de julho para entregar o projeto final. “Os trabalhos de medição estão bastante avançados. Depois de analisadas pelos engenheiros do DNIT em Brasília, as informações, propostas e custos estimados auxiliarão no estabelecimento das regras da concorrência pública que definirá a empresa ou consórcio encarregado pela obra”, explicou Veríssimo. No âmbito diplomático, a intenção de se construir a segunda ponte foi oficializada em 1995. (Fabiula Wurmeister, da sucursal – Gazeta do Povo)

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