Arrendamento cai 50% por queda da demanda

Um dos indicativos é a possível queda de 50% no arrendamento de navios gigantes, aqueles capazes de transportar até 175 mil toneladas de carga - hoje o preço médio é de US$ 37 mil por dia

Receita reforça fiscalização nas empresas
Mais 45,5 quilômetros de rodovias vão ser recuperadas pelo DER no Sudoeste
United oferece vôo sazonal entre Rio e Washington

A redução das importações de matérias-primas pela China deve impactar mais uma vez o setor de transporte marítimo. Um dos indicativos é a possível queda de 50% no arrendamento de navios gigantes, aqueles capazes de transportar até 175 mil toneladas de carga – hoje o preço médio é de US$ 37 mil por dia.

Nesse momento em que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) já prevê uma queda de 16% no comércio mundial, as tarifas de arrendamento de navios chegaram a cair 59%, na comparação com sua maior alta em 2009, mostrando que o impacto deve ser continuado, levando em consideração que o Conselho de Estado da China deseja limitação da produção de aço e cimento.

A projeção foi realizada por analistas do setor, que levaram em consideração a queda da demanda, aliada à entrada de embarcações no mercado de navegação mundial. Os fretes negociados pelos armadores para o último trimestre deste ano mostram uma queda média de 7% no preço do serviço prestado.

Ao todo, está prevista a entrada 146 navios gigantes (capesize ships) no mercado, o que corresponde a quase 28% da frota mundial, segundo a Fearnley Consultants. O cenário desencadeará uma pressão dos barcos novos sobre os que estão em atuação no comércio internacional hoje.

Será o maior número de encomendas de navios visto nos últimos anos, mesmo dentro de um cenário econômico conturbado, o que deve prejudicar o lucro das linhas de transporte marítimo, mas pode resultar em lucro aos operadores – o frete dos capesize ships flutuou 50% nos últimos anos.

Veja matéria original

COMMENTS