Transpetro faz licitação dos oito últimos navios do Programa de Renovação da Frota

Entre os navios gaseiros há os três primeiros que foram licitados na primeira fase mas cujo leilão foi cancelado por falta de acordo sobre o preço unitário das embarcações

Analistas aumentam para 9,75% ao ano projeção da Selic em 2010
Para as montadoras, o ano acabou em setembro
Logística se organiza para escoar cargas no Sul

A Transpetro licita hoje (27) os oito últimos navios de um total de 49 que a subsidiária da Petrobras está contratando nas duas fases do Programa de Modernização da Frota Nacional de Petroleiros (Promef). Entre os navios gaseiros há os três primeiros que foram licitados na primeira fase mas cujo leilão foi cancelado por falta de acordo sobre o preço unitário das embarcações, considerado alto pela Transpetro.

Para a licitação, foram encaminhadas cartas-convite a dez estaleiros nacionais e a nove estrangeiros. A expectativa do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, é de que as propostas técnicas e financeiras sejam entregues em outubro para que os contratos sejam assinados até o fim do ano.

O Promef deve gerar cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos com a encomenda dos 49 petroleiros, com custo estimado de cerca de US$ 5 bilhões.

A compra permitirá à Petrobras uma economia inicial anual de US$ 300 milhões a US$ 350 milhões com o afretamento de embarcações para o transporte de cabotagem e de longo curso de seus produtos. Anualmente, a estatal gasta cerca de  US$ 2 bilhões com o afretamento de embarcações.

Quando os navios contratados do Promef forem todos entregues, a frota da Petrobras para a área de transporte terá saltado dos atuais 53 para 102 petroleiros, o que reduzirá sensivelmente a dependência da companhia dos navios de bandeira estrangeira – atualmente a estatal usa 180 embarcações por afretamento.

São critérios a serem seguidos para as contratações pelo Promef: os petroleiros encomendados pela Transpetro devem ser construídos no Brasil, devem ter 70% de nacionalização e após a chamada “curva de aprendizado” a indústria naval brasileira deverá ter competitividade em nível mundial.

Em 2010, a Transpetro receberá os primeiros quatro petroleiros, o primeiro em janeiro. (Nielmar de Oliveira-Repórter da Agência Brasil)

Veja matéria original

COMMENTS