Queda nas exportações diminuirá produção de carros este ano, diz Anfavea

Segundo o presidente da Anfavea, o mercado doméstico deixou de ser preocupação para o setor por causa da redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

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As vendas de carros no país devem encerrar o ano com um crescimento de 6% no mercado interno, disse esta semana o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider. Apesar desse aumento, a produção deve diminuir 5% por causa da queda nas exportações.

Segundo o presidente da Anfavea, o mercado doméstico deixou de ser preocupação para o setor por causa da redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que vai até dezembro. O problema, na avaliação dele, são a queda do dólar e a retração nos mercados internacionais, que farão com que as vendas externas caiam praticamente pela metade este ano.

A entidade espera exportar 400 mil veículos em 2009, contra 735 mil registrados no ano passado. Para Schneider, o dólar em torno de R$ 1,80 está pressionando para baixo as exportações. “O dólar, no patamar em que está, não estimula as vendas externas”, disse.

Ele afirmou que a carga tributária também contribui para a piora no desempenho do setor. “Além de existir um custo de logística, o Brasil exporta impostos”, disse. “Existe uma série de gargalos que precisam ser resolvidos”, completou

Schneider falou ao sair da reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), no Ministério da Fazenda. No encontro, que teve a participação de empresários e de representantes do governo, entidades da indústria e do varejo apresentaram propostas para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

O presidente da Confederação Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, sugeriu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a criação de um grupo de trabalho para destravar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Várias obras têm problemas antigos, como atrasos na licitação, que precisam ser resolvidos”, explicou. Segundo ele, o ministro prometeu analisar a proposta.

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