Porto do Açu recebe licença ambiental para construir pátio logístico

O documento foi obtido para a construção do pátio logístico no Porto do Açu, depois de conseguida a liberação ambiental para dar andamento ao Porto Sudeste, no início deste mês

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Os portos privados dão continuidade a seus planos de expansão, enquanto aguardam o aprimoramento da legislação que regula o setor. Um exemplo é a LLX Logística, do grupo do empresário Eike Batista, que acaba de obter mais uma licença ambiental para obras em um de seus portos.

Desta vez, o documento foi obtido para a construção do pátio logístico no Porto do Açu, depois de conseguida a liberação ambiental para dar andamento ao Porto Sudeste, no início deste mês. Segundo a companhia, as obras do pátio terão início ainda este semestre, com previsão de operar no início de 2012. O local servirá para o armazenamento e a movimentação de cargas próprias e de terceiros.

No início do ano, a LLX assinou contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), oficializando um crédito de R$ 1,32 bilhão, em recursos que serão aplicados na implantação da unidade portuária. O valor financiado pelo BNDES corresponde a 73% do que é necessário à parte principal do porto.

Localizado em São João da Barra (RJ), o Porto do Açu terá capacidade de exportar mais de 26 milhões de toneladas de minério de ferro, além de atender a cargas gerais, como carvão e siderúrgicos, e às indústrias cimenteira e automobilística.

Sul

No sul, outro porto privado que prossegue com seus aportes é a Terminais Portuários de Navegantes (Portonave). De propriedade da Triunfo Participações e Investimentos (TPI), que também tem negócios na área de rodovias, o porto que fica em Santa Catarina, possui portêineres (guindastes especializados) em que foram investidos cerca de US$ 8,5 milhões. Estes equipamentos podem operar as maiores embarcações que hoje atracam na costa brasileira.

“Nos portêineres, um trabalhador, operando um joystick [espécie de controle remoto], faz o mesmo serviço em algumas horas, sem precisar de muitos trabalhadores para ajudar”, disse Osmari de Castilho Ribas, diretor superintendente e administrativo da Terminais Portuários de Navegantes.

A Portonave está em operação há menos de dois anos, e movimentou 24 mil contêineres em julho deste ano – o recorde do terminal. Para se ter uma ideia, ele operou 16 mil unidades em setembro passado. Toda a infraestrutura do local custou R$ 450 milhões.

No início do ano, o porto inaugurou o Iceport (terminal para cargas frigorificadas), no qual foram investidos R$ 50 milhões e que terá capacidade para movimentar mais de 900 mil toneladas de carga. (Fabíola Binas – DCI)

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