Volvo propõe suspensão temporária de contratos

Ainda durante os três meses, os trabalhadores continuariam com benefícios como o plano de saúde, teriam os depósitos do plano de previdência privada e o adiantamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que varia de R$ 1,6 mil a R$ 2 mil

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A Volvo, localizada na Cidade Industrial de Curitiba, apresentou ontem uma proposta de suspensão temporária dos contratos de trabalho (lay-off). A medida, que pode ser aplicada para até 300 trabalhadores, duraria três meses. Durante este período, a empresa ofereceria 8% sobre o salário bruto. Hoje, a média salarial na companhia é de R$ 1,7 mil.

Ainda durante os três meses, os trabalhadores continuariam com benefícios como o plano de saúde, teriam os depósitos do plano de previdência privada e o adiantamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que varia de R$ 1,6 mil a R$ 2 mil. No período de afastamento também seriam garantidos cursos de qualificação profissional e seguro desemprego com a empresa complementando o restante do salário.

Caso ocorram demissões, a empresa pagaria de um a quatro salários-base ou R$ 2.619, o valor que for maior. A proposta ainda deve ser discutida com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.

A empresa cogita recorrer a este mecanismo porque a demanda no Brasil por caminhões no mercado interno e externo caiu 30%. Além disso, as exportações de cabine de caminhão e de bloco de motor reduziram a zero na Volvo. Hoje são fabricados 36 caminhões por dia da linha F em Curitiba. Em dezembro do ano passado, a empresa demitiu 430 funcionários.

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