Simpósio de Logística discute ações para melhorar gestão ambiental e diminuir custo do transporte

O Porto de Paranaguá é um dos pioneiros no fomento de políticas e diretrizes de gestão ambiental

Polícia de MT recebe 25 bafômetros
Movimento de passageiros em aeroportos bate recorde em 2009
Publicado contrato de R$ 47 milhões para afaltar a BR-359

Especialistas em proteção ambiental ressaltaram em 22 de julho, na abertura do I Simpósio de Logística Portuária e Meio Ambiente, a importância da criação de novos modelos de gestão ambiental e da adoção de políticas estratégicas que diminuam o custo do transporte da produção. O evento foi realizado no Espaço das Américas, em Foz do Iguaçu, e a integra I Convenção Hemisférica de Proteção Ambiental Portuária, promovido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) em parceria com o Porto de Paranaguá (Appa).

De acordo com o mestre em proteção ambiental da Universidade de São Paulo (USP) e diretor de operações da Alpina Briggs, Dante Pozzi Neto, o Porto de Paranaguá é um dos pioneiros no fomento de políticas e diretrizes de gestão ambiental. “O modelo de gestão adotado no Paraná visa harmonizar a atividade portuária com as diretrizes ambientais, garantindo a conformidade legal de todas as operações desenvolvidas no ambiente portuário. O modelo pretende integrar as comunidades do entorno, levando mais conhecimento sócio ambiental estas comunidades a população”, explicou.

“O principal beneficio destes trabalhos de gestão, coordenados pela Alpina Briggs, é a melhoria da qualidade ambiental da poligonal portuária. Isso envolve o gerenciamento de resíduos, o controle de pragas, zoonoses e atendimentos a emergências ambientais. Este é o principal ganho. Para a comunidade, estas melhorias serão vistas a médio e longo prazo. Temos projetos de socioeducaçao junto às comunidades da região e de cursos profissionalizantes, que vão permitir trabalhar mais diretamente na proteção ambiental”, frisou Pozzi Neto.

O secretário de estado do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, destacou a importância da integração de ações ambientais na área portuária. “80% do que é produzido no mundo é transportado pelos mares. Os problemas ambientais são muitos, envolvem uma série de questões nacionais e internacionais. É preciso pensar em soluções a longo prazo. Em um acidente ambiental, por exemplo, é fundamental uma organização rápida por parte das autoridades”, disse o secretário.

Rasca afirmou que o dinamismo e o crescimento constante do Porto faz com que o foco seja estendido do mercado financeiro ao meio ambiente. “Em 2007 o governo do Paraná inaugurou o Centro Integrado de Operações Ambientais, que monitora diariamente o litoral. Estamos realizando simulações de vazamentos de óleo, para que se um dia isso aconteça não sejamos surpreendidos. Foi criado um grupo de trabalho para definir o modelo de dragagem do Canal da Galheta, o único acesso marítimo de navios aos portos”.

TRANSPORTES

O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, frisou a necessidade de diminuir o consumo de energia no transporte. “A ferrovia entra nesta política de sustentabilidade e gestão ambiental que o Governo do Paraná busca. No Brasil foram adotadas medidas paliativas, que não resolverão o problema do gargalo logístico. A ferrovia, além de consumir cinco vezes menos energia, transporta pelo menos o triplo da quantidade de carga que um caminhão”, disse.

Segundo Gomes, a redução das tarifas de transporte promovida pela construção de ferrovias expande o processo de industrialização para o interior do estado e estimula o desenvolvimento de regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano. “O Paraná fez um esforço que nenhum outro estado do Brasil fez, visando o desenvolvimento do interior do estado, o oeste e desenvolver o transporte”, falou.

“O governador Roberto Requião sabe que a construção de ferrovias é uma medida que trará resultados a longo prazo. Aqui, hoje, dizemos não ao monopólio privado. As ferrovias não devem estar sujeitas a empresas privadas, é fundamental a preservação da ferrovia pública”, completou o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes.

SIMPÓSIO – O evento reúne até a quinta-feira (23) especialistas e estudantes universitários em discussões sobre a importância regional dos portos paranaenses no desenvolvimento do Estado, a gestão integrada de bacias costeiras, reciclagem de resíduos, planos de contingência para acidentes com petroquímicos e a responsabilidade socioambiental das organizações portuárias. A organização é dos departamentos de Administração e Ciências Biológicas da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá (Unespar/Fafipar).

O diretor geral da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Jairo Pacheco, lembrou que a integração do setor de ensino e pesquisa com outras áreas é uma forma de aprimorar o conhecimento sobre sustentabilidade ambiental. “Temos uma demonstração de projetos na área de apoio a exportação, meio ambiente e combustível. Muitas das ações e projetos são de grande interesse para a formação de estudantes e também para possíveis parcerias para profissionais que já estão atuando. A junção de um evento deste nível com o universo acadêmico enriquece e qualifica a ambos”, afirmou.

COMMENTS