Porto de Tubarão é o mais eficiente do mundo, diz estudo

O grau de eficiência do porto capixaba, que pertence à Vale, supera, inclusive, o de terminais australianos, como o Dampier, o Port Headland e o da Noruega

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O Porto de Tubarão é o terminal de embarque de granel sólido mais eficiente do mundo, quando comparado com outros nove terminais que operam o mesmo tipo de carga, conforme informações de estudo realizado pelo professor do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da USP, Marcos Pinto.

O grau de eficiência do porto capixaba, que pertence à Vale, supera, inclusive, o de terminais australianos, como o Dampier, o Port Headland e o da Noruega. O estudo comprovou que, utilizando a mesma área de estocagem e os mesmos ativos, Tubarão consegue ser 35% mais eficiente em em relação ao volume embarcado de granéis.

Para o diretor do departamento de Desenvolvimento e Gestão de Portos e Navegação da Vale, Fábio Brasileiro, o Porto de Tubarão chegou a esse grau de eficiência em função dos investimentos realizados na infraestrutura do próprio terminal, na área construída para estocagem e nos equipamentos para manuseio das cargas. “Além disso, a empresa investe também no treinamento de pessoal. No ano passado, foi criado o primeiro curso de Engenharia Portuária do país para atender à demanda da empresa”.

No caso de Tubarão, a Vale está investindo tanto da Estrada de Ferro Vitória-Minas quanto no complexo portuário, objetivando aumentar a capacidade para o embarque de 120 milhões de toneladas por ano. O custo total estimado desse investimento é de US$ 553 milhões, segundo Brasileiro.

Brasileiro, que responde pela área portuária da Vale nos sistemas Sul e Norte da empresa e também em outros países, disse que a companhia planeja investir US$ 11,4 bilhões nos portos e nas ferrovias nas regiões Sudeste e Norte do país.

“Falar em eficiência portuária não é possível sem falar em ferrovias e em resolução de outros gargalos que impedem a chegada das cargas aos navios”, explica Brasileiro.

Contrastes – Para o pesquisador da USP, o resultado da pesquisa surpreende apenas “quando se observa o desempenho dos portos públicos que ficaram mais de 30 anos sem receber investimentos”. Em relação aos terminais privados, a situação é diferente, observa ele.

“O Brasil é um país de verdadeiros contrastes quando se trata de portos: alguns são muitos bons, mas outros são verdadeiras calamidades”, afirma Marcos Pinto. O pesquisador da USP acredita que, se todos os terminais portuários tivessem um grau de eficiência como os melhores do país, o Brasil teria capacidade portuária ociosa somente com a estrutura que existe hoje.

Capacidade – 120 milhões de toneladas por ano é quanto poderá ser embarcado pelo Porto de Tubarão a partir de 2010.

Sobre o terminal – Investimentos. A Vale investirá US$ 11,4 bilhões no sistema portuário e de logística da empresa em todo o país nos próximos cinco anos. No Sudeste, será feita a adequação da Estrada de Ferro Vitória-Minas, além de investimentos no complexo de Tubarão, como a instalação do quinto virador de vagões e a substituição dos quatro em operação. O objetivo é diminuir o tempo do ciclo de descarga de 90 para 79 segundos e aumentar a capacidade de cada virador de 6 mil toneladas por horas para 7 mil toneladas por horas.

Carregadores. O sistema de embarque em Tubarão consiste na substituição dos carregadores de navios 1 e 2, do píer 1. Os carregadores devem ser capacitados à taxa nominal de 13.350 toneladas por hora. Haverá também a substituição das linhas de correias transportadoras que chegam a esse píer.

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