Ônibus de Curitiba irão rodar com biocombustível

Seis veículos da frota urbana da capital paranaense passarão a circular integralmente com biodiesel a partir de agosto. Iniciativa é pioneira no Brasil

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Seis ônibus da frota curitibana passarão a circular integralmente com biocombustível a partir de agosto. Um Acordo de Cooperação para Pesquisa Técnica de Uso do Biocombustível em Ônibus Urbanos foi assinado na semana passada na Capital por fabricantes, produtores, distribuidores e instituições de pesquisa que irão participar do período de testes que segue até o próximo ano. A iniciativa é pioneira no Brasil.

Segundo Marcos Isfer, presidente da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), mentora do projeto, todos os 18 ônibus da Linha Verde receberão as adaptações para rodar com o combustível a base de soja até o início de 2010. ”Se tudo correr dentro do esperado, toda a frota curitibana, cerca de 2,5 mil veículos, será adaptada”, conta. Atualmente, são feitas experiências com uso de diesel misturado a biocombustível em 20% e 50%, os chamados B20 e B50, em Curitiba. Pela primeira vez será usado o B100.

Para Isfer, o maior benefício da mudança é ambiental. ”Além estarmos utilizando uma energia renovável, testes mostraram que há redução de 50% dos poluentes expelidos pelo diesel comum”, explica. Em contrapartida, de início deve haver um aumento nos custos em virtude da diferença de preço entre os combustíveis, sendo que o biocombustível está, atualmente, mais caro. No entanto, Isfer aposta que essa diferença deve diminuir com o aumento de consumo do produto mais ecológico. Ele garante que não haverá aumento nas tarifas do transporte.

Para viabilizar o projeto, a Urbs contou com o apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente; da produtora do biocombustível, BSBIOS Indústria e Comércio de Biodiesel; dos fabricantes de chassis e motores Volvo e Scânia; das empresas de ônibus Cidade Sorriso e Redentor; do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar); do Programa Brasileiro de Desenvolvimento Tecnológico e Combustíveis Alternativos (Probiodiesel) e da Distribuidora de Petróleo RDP, responsável pela distribuição do biocombustível às empresas de ônibus.

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