Dnit promete reativar 28 radares em duas semanas em MG

A promessa feita pela administração central do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) é religar os radares em 15 dias. O compromisso ainda contempla a reativação de dois aparelhos no Viaduto das Almas, três na BR-356 - próximo à curva do Ponteio e o BH Shopping - e outros 13 na BR-381 - entre Belo Horizonte e Coronel Fabriciano, dos quilômetros 143 e 458

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Depois de um ano e nove meses com os dez redutores eletrônicos de velocidade (REV) desligados, o Anel Rodoviário finalmente vai ter os equipamentos reativados.

A promessa feita pela administração central do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) é religar os radares em 15 dias. O compromisso ainda contempla a reativação de dois aparelhos no Viaduto das Almas, três na BR-356 – próximo à curva do Ponteio e o BH Shopping – e outros 13 na BR-381 – entre Belo Horizonte e Coronel Fabriciano, dos quilômetros 143 e 458.

O órgão informou que a medida, em caráter emergencial, está sendo colocada em prática para atender à demanda judicial interposta pelo Ministério Público Federal (MPF). Em outubro do ano passado, o MPF entrou com uma ação civil pública pedindo a ativação de todos os radares desligados em Minas.

Em março, o juiz da 20ª Vara Federal de Belo Horizonte concedeu liminar ajuizada pelo MPF determinando que o Dnit instale o mínimo de dez radares no Anel Rodoviário de Belo Horizonte, como também as placas que anunciam a presença dos equipamentos.

O Dnit alegou que está concluindo os trâmites burocráticos para a ativação dos REVs e que, em duas semanas, serão iniciados os trabalhos de campo nas rodovias. De acordo com o órgão federal, os locais vão ser preparados para o religamento, com técnicos realizando os trabalhos de aferição e testes. A diretoria do Dnit despachou ontem um documento para a Polícia Rodoviária Federal (PRF) solicitando a possibilidade de operação com uso de radares estáticos no segmento da BR-381 entre Belo Horizonte e o Vale do Aço.

Ficou na promessa. A promessa do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, de religar 35 radares na BR-381 não foi comentada pelo Dnit. O prazo venceu em junho e nada foi feito para avançar nas ações de segurança. A superintendência em Minas se limitou a realizar um projeto definindo os 17 pontos que deveriam receber os equipamentos.

De acordo com a assessoria do órgão, os 28 radares que serão religados só estão sendo reativados por ser uma determinação judicial, o que não seria possível fazer com os 35 prometidos pelo ministro dos Transportes.

A licitação bilionária que promete ativar os radares em todo o país, incluindo Minas, continua como sempre esteve: emperrada. Em 21 de maio passado, foi realizada uma audiência pública antes do lançamento do edital para a escolha das empresas que iriam concorrer ao serviço. O Dnit afirma que não há previsão para a finalização do processo.

Polícia comemora religamento

Quem fiscaliza o Anel Rodoviário também tem motivos para comemorar a volta de uma maior segurança na rodovia. Depois de testemunharem um aumento de 19% no número de acidentes entre 2007e 2008, o comando do policiamento da via espera finalmente reduzir o número de tragédias com o religamento dos radares.

“Vejo isso com enorme satisfação. Vamos ver imediatamente uma diminuição da velocidade no Anel. Serão dez pontos cobertos que vão me permitir usar o radar móvel em outros pontos da rodovia”, afirmou o comandante do policiamento do Anel Rodoviário, tenente Geraldo Donizete.

A utilização do único radar disponível para fiscalizar os 26 km da rodovia já se tornou, na prática, uma arma eficaz para conter os abusos. A estreia do equipamento em novembro do ano passado baixou os números sensivelmente, levando em consideração o aumento da frota. “Nos primeiros seis meses deste ano, tivemos menos acidentes em relação ao ano passado e uma morte a menos”, informou o tenente.

Embora a tendência demonstre queda, com 1.199 acidentes até junho de 2009 contra 1.223 no mesmo período do ano passado, o Anel Rodoviário é campeão entre as rodovias de Minas com altos índices de ocorrências.

A média de mortes sempre fecha na casa das 30 vítimas fatais por ano. Em 2009 a tendência ainda não apontou mudança: o primeiro semestre já fechou com pelo menos 15 óbitos.

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